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China afirma que nenhum país deve controlar assuntos internacionais ou impor seu destino a outros Estados

Declaração do Congresso Nacional do Povo reforça defesa de respeito mútuo e igualdade entre as nações, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

04/03/2026
China afirma que nenhum país deve controlar assuntos internacionais ou impor seu destino a outros Estados
Lou Qinjian, porta-voz chinês, defende respeito mútuo entre países e critica intervenções internacionais. - Foto: © Sputnik / Anna Ratkoglo / Acessar o banco de imagens

Todos os países devem se respeitar, independentemente de seu tamanho ou poder, e nenhum Estado tem o direito de controlar os assuntos internacionais. A declaração foi feita por Lou Qinjian, representante oficial da 4ª sessão do Congresso Nacional do Povo da China, durante coletiva de imprensa ao comentar a situação envolvendo o Irã.

"A China sempre considerou que o respeito mútuo e a igualdade entre os países, independentemente do seu tamanho, são condições essenciais para o progresso histórico e princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas", afirmou Lou Qinjian, pouco antes da abertura da sessão parlamentar.

Ele destacou ainda que "nenhum país tem o direito de controlar os assuntos internacionais, de comandar o destino de outros Estados ou de monopolizar vantagens de desenvolvimento, muito menos agir no mundo sem consideração pelos demais".

A 4ª sessão da 14ª legislatura do Congresso Nacional do Povo (parlamento da China) será aberta em Pequim no dia 5 de março e se encerrará na tarde de 12 de março.

No último sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos no Irã, incluindo pontos em Teerã, o que resultou em danos e vítimas civis. O Irã respondeu com retaliações em território israelense e contra bases militares dos Estados Unidos em todo o Oriente Médio.

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, morreu em decorrência dos bombardeios, juntamente com outros altos funcionários do governo e das Forças Armadas do Irã. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o assassinato como uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional.

Por Sputnik Brasil