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Venezuela fecha novos contratos de petróleo com empresas dos EUA sob restrições a China e Rússia

Exportações para norte-americanos e europeus crescem, mas não compensam queda nas vendas ao mercado chinês

04/03/2026
Venezuela fecha novos contratos de petróleo com empresas dos EUA sob restrições a China e Rússia
PDVSA firma contratos para exportação de petróleo à EUA em meio a restrições a China e Rússia. - Foto: © Foto / Site da PDVSA

A estatal venezuelana PDVSA anunciou nesta terça-feira (3) a assinatura de novos contratos com empresas americanas de trading para o fornecimento de petróleo e derivados aos Estados Unidos.

"A PDVSA assinou contratos de fornecimento com empresas traders de petróleo e produtos derivados destinados ao mercado dos Estados Unidos, preservando assim sua histórica relação comercial para garantir o abastecimento", informou a companhia em comunicado.

A estatal reiterou seu compromisso com a estabilidade do mercado energético global e reforçou sua posição como fornecedora confiável.

No comunicado, o governo venezuelano voltou a defender o fim das sanções ao setor de hidrocarbonetos do país, alegando que a medida permitiria ampliar a produção nacional e fortalecer o comércio internacional.

Segundo dados da PDVSA, as exportações de petróleo para os Estados Unidos e a Europa aumentaram em fevereiro. Porém, esse avanço não compensou a queda das vendas para a China, que era o principal destino do petróleo venezuelano.

Com isso, o volume total exportado pela empresa caiu 6,5% em relação a janeiro e 19% na comparação anual, chegando a cerca de 737 mil barris por dia.

Em fevereiro, os Estados Unidos autorizaram operações com o setor de petróleo e gás da Venezuela, exceto em transações envolvendo empresas ligadas à Rússia, Irã, China, Cuba e Coreia do Norte.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia afirmado que empresas russas estariam sendo excluídas do mercado venezuelano após medidas impostas por Washington, classificando as restrições como discriminatórias.

Por Sputnik Brasil