Geral
80% das causas de cegueira infantil são preveníveis ou tratáveis, e os primeiros meses são decisivos, afirma especialista
Jochen Kumm, CEO da Baby Vision Care, explica que o acompanhamento precoce ajuda a identificar alterações que podem comprometer o desenvolvimento visual infantil
São Paulo, março de 2026 – O sistema visual humano continua sua maturação após o nascimento, e os primeiros meses de vida são decisivos para a formação das conexões entre os olhos e o cérebro. Para a Baby Vision Care, empresa americana especializada em saúde ocular infantil, compreender o desenvolvimento da visão nessa fase é essencial para garantir a identificação precoce de alterações que podem comprometer o desenvolvimento da criança. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% das causas de cegueira infantil podem ser evitadas ou corrigidas quando diagnosticadas precocemente, o que reforça a importância do acompanhamento visual desde os primeiros meses de vida.
Ao nascer, a visão do recém-nascido ainda é limitada. A sensibilidade à luz, a distinção de formas e a capacidade de focar evoluem rapidamente nos primeiros meses, acompanhando o amadurecimento biológico dos olhos e das conexões neurais. Esse processo ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, sendo os meses iniciais especialmente decisivos para a consolidação das vias visuais.
Segundo Jochen Kumm, CEO da Baby Vision Care, esse período inicial representa uma janela crítica para o desenvolvimento visual. “Os primeiros meses de vida são fundamentais para que o cérebro aprenda a interpretar os estímulos visuais. Quando a estimulação ocorre de forma adequada, o sistema visual se desenvolve de maneira mais eficiente e favorece outras habilidades importantes da infância”, explica.
A visão exerce papel central no desenvolvimento global da criança. A forma como o bebê interpreta o ambiente visual influencia diretamente o desenvolvimento motor, cognitivo e pessoal-social. Habilidades como percepção de profundidade, reconhecimento de objetos e coordenação olho-mão dependem da maturação adequada do sistema visual e têm impacto direto no aprendizado e nas interações sociais.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que nem todas as alterações visuais apresentam sinais evidentes nos primeiros dias de vida. Estimativas da área de saúde infantil indicam que entre 2% e 5% dos recém-nascidos apresentam algum tipo de alteração ocular detectável nos primeiros exames, o que reforça a importância da triagem visual neonatal.
Por esse motivo, a triagem visual neonatal é amplamente recomendada na prática clínica. O Teste do Olhinho, também conhecido como teste do reflexo vermelho, permite identificar precocemente doenças oculares congênitas potencialmente graves, como catarata congênita e retinoblastoma. De acordo com Jochen Kumm, o diagnóstico precoce pode evitar sequelas permanentes. “Muitas doenças oculares não apresentam sinais visíveis no início da vida. A triagem permite identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento antes que o prejuízo visual se torne irreversível”, afirma.
O acompanhamento visual nos primeiros meses de vida é considerado essencial para identificar precocemente alterações que podem comprometer o desenvolvimento infantil. A realização dos exames recomendados amplia as possibilidades de tratamento e reduz o risco de prejuízos permanentes. “A avaliação visual precoce permite detectar alterações ainda no início da vida e aumentar as chances de um desenvolvimento visual saudável”, finaliza Kumm.
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