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Guarda do Irã diz que EUA e Israel não estarão seguros 'em nenhum lugar do mundo'

02/03/2026
Guarda do Irã diz que EUA e Israel não estarão seguros 'em nenhum lugar do mundo'
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Guarda Revolucionária iraniana disse nesta segunda-feira, 2, que os Estados Unidos que "não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo". A declaração foi dada no terceiro dia de uma guerra na qual foi morto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

A Força Quds, unidade de elite militar encarregada das operações exteriores, advertiu, em um comunicado difundido pela TV estatal, que não descansará "até que o inimigo seja derrotado" e que 'não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares".

Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não permanecerá "em silêncio" após denunciar "ataques" contra uma escola e um hospital, atribuídos a bombardeios israelenses-americanos.

"Os ataques contra os hospitais atentam contra a própria vida. Os ataques contra as escolas atentam contra o futuro da nação (...) O mundo deve condenar esses atos", escreveu Pezeshkian.

"O Irã não permanecerá em silêncio e não cederá diante desses crimes", acrescentou. O Irã afirma que um bombardeio no sábado deixou 168 mortos em uma escola no sul do país, mas nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram o ataque, que a AFP não pôde verificar por não ter acesso ao local. Em Teerã, um hospital foi danificado no domingo.

Conflito se espalha

Os Estados Unidos deram indícios na tarde desta segunda-feira de que vão ampliar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir. Em uma entrevista separada ao jornal New York Post, o republicano também afirmou que 'não tem medo' de enviar soldados ao Irã.

Em coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior as Forças Armadas americanas disseram que ampliarão o número de caças em atuação na Operação Fúria Épica.

Nesta segunda, o conflito se espalhou para outros países da região depois que Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques. O país persa também lançou bombardeios com drones contra alvos em diversos países da região como o Kuwait, o Catar e a Arábia Saudita.

Ainda nesta segunda, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos.

"Essa era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de mísseis do Irã", afirmou Trump durante uma cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito.

No Pentágono, Hegseth declarou que os objetivos militares americanos consistem em destruir a capacidade do Irã de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio.

Outra meta é destruir definitivamente o programa nuclear persa. No ano passado, os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra centrais nucleares iranianos com o mesmo objetivo, que acabaram não sendo cumpridos.

De quatro a cinco semanas - ou mais

Durante a coletiva, o presidente americano classificou o Irã como "o principal patrocinador do terrorismo no mundo". "Hoje choramos pelos quatro militares que morreram durante a ação. Em sua memória continuamos essa ação, com nossa resiliência para lidar com a ameaça desse regime", acrescentou.

Trump disse ainda estimar que a guerra deve durar de quatro a cinco semanas, mas afirmou que as tropas americanas têm capacidade de lutar por mais tempo. Segundo ele, o planejamento previa até quatro semanas para eliminar a liderança militar iraniana, mas o objetivo foi alcançado "em apenas uma hora".

Segundo o republicano, os EUA vão levar "o tempo que for necessário' para encerrar o conflito, mas que "facilmente" vencerão a guerra.

'Grande onda' está por vir

Antes da cerimônia, em uma conversa telefônica de nove minutos com o apresentador Jake Tapper, da CNN, Trump disse que os EUA estão "dando uma surra" no Irã. "Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve", afirmou.

"Acho que está indo muito bem. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as", acrescentou.

Trump disse ainda que os EUA promoverão ações para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, mas que, por ora, todos devem permanecer em casa. "Não é seguro lá fora"

Segundo o presidente, "a maior surpresa" desde o início do conflito, no sábado, 28, foram os ataques do Irã contra países árabes da região: Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.

"Ficamos surpresos", disse Trump. "Dissemos a eles: 'Nós resolvemos isso', e agora eles querem brigar. E estão brigando agressivamente. Eles iam se envolver muito pouco, e agora insistem em se envolver."