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Buscas por energia sustentável crescem 650% em um ano; interesse maior é de jovens adultas

A popularidade das fontes renováveis acompanha a demanda por economia junto do avanço da geração eólica e solar na matriz elétrica brasileira

Assessoria 02/03/2026
Buscas por energia sustentável crescem 650% em um ano; interesse maior é de jovens adultas

O custo da eletricidade, tanto financeiro quanto ambiental, impulsiona o fortalecimento das fontes renováveis na matriz elétrica nacional. Além de serem uma alternativa de como economizar energia, ajudam a reduzir a emissão de CO2 e a preservar o meio ambiente. Esse assunto ganhou mais relevância diante dos recentes aumentos tarifários. 

No ano passado, a cobrança da bandeira vermelha pesou nas contas dos brasileiros durante seis meses; a amarela, por dois meses. Isso significou um impacto de 11,26% na alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) em 2025, como divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no portal de notícias Valor Econômico. 

Nesse cenário, as alternativas sustentáveis se impulsionam. Enquanto o país se sustenta como referência mundial na produção de energia limpa, o interesse dos brasileiros pelo tema se fortalece. No último ano, de acordo com uma pesquisa da Bulbe, fornecedora de energia solar por assinatura, as buscas no Google por “energia sustentável” aumentaram 650%, totalizando 250.100 buscas.

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Os termos relacionados reforçam esse interesse: “energia solar” registra 135.818 buscas, mostrando a força do tema, enquanto “energia solar por assinatura”, com 2.536 buscas, indica o avanço de modelos mais acessíveis. Os dados revelam que, além do interesse por “energia sustentável”, há uma procura crescente por soluções práticas dentro desse segmento.

Transformação nos modelos de consumo

É fato que, nas últimas décadas, o Brasil expandiu a produção sustentável e, atualmente, figura entre os países com a matriz elétrica mais limpa do mundo. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN), publicado no final de 2025, 88,2% da eletricidade produzida é renovável, sendo 23,7% de origem eólica e solar. 

Ao passo em que 1/4 da eletricidade nacional é “verde”, o dado apresentado pela Bulbe sobre o crescimento de 650% nas buscas dos internautas aponta para a influência do consumidor na transição energética. Essa relação se torna evidente ao analisar os termos mais pesquisados dentro da temática. 

  • Energia solar: a busca expressiva pelo assunto coincide com o crescimento da geração solar nos últimos anos. Afinal, foi a fonte limpa e de baixo impacto ambiental com maior participação na geração elétrica em 2024. Como divulgado pelo BEN, sua geração aumentou 39,6%, enquanto a eólica subiu 12,4%, e o gás natural, 23,9%. 

Em escala global, essa alternativa tem contribuído para empresas e pessoas físicas reduzirem o valor pago pela energia elétrica, através da instalação de painéis fotovoltaicos próprios. 

  • Energia por assinatura: nesse sistema, o consumidor acessa a produção da energia solar por meio de terceirizadas. Ao pagar os créditos na assinatura, é feita a compensação no consumo residencial, o que diminui o preço final. É um uso sustentável e econômico, porque não exige a instalação de uma usina própria. 

No Brasil, o interesse por energia sustentável tem um perfil demográfico bem definido. Quem mais se interessa por essas vantagens são as mulheres e os jovens. Entre os que mais pesquisam o tema, 52,4% estão na faixa etária de 18 a 24 anos, evidenciando uma forte participação dos mais jovens nas buscas por soluções verdes. 

Esse público demonstra valorizar formas de diminuir o custo da conta de luz e adotar um estilo de consumo consciente, baseado em práticas sustentáveis.

Já no recorte por gênero, 53,2% desse interesse parte do público feminino, enquanto 46,8% vem do público masculino, indicando uma leve predominância das mulheres nas buscas relacionadas à energia sustentável.

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O cenário evidencia que o crescimento das buscas por energia sustentável não é apenas um reflexo do aumento das tarifas, mas também da mudança de comportamento dos consumidores. Jovens adultos, especialmente mulheres, estão na linha de frente dessa transformação, buscando alternativas que unam economia e responsabilidade ambiental.  À medida que o Brasil consolida sua matriz elétrica limpa e modelos como a energia solar por assinatura se popularizam, fica claro que a demanda por soluções práticas e sustentáveis deve continuar crescendo, reforçando o papel do consumidor na construção de um futuro energético mais verde.