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Trump afirma que "grande onda" de ataques contra Irã está por vir

Ex-presidente dos EUA diz que ofensiva militar ainda não atingiu seu ápice e critica demora do Reino Unido em liberar bases

02/03/2026
Trump afirma que 'grande onda' de ataques contra Irã está por vir
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 2, que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir na guerra contra o Irã.

Em entrevista telefônica de nove minutos ao apresentador Jake Tapper, da CNN, Trump afirmou que os EUA estão “dando uma surra” no Irã. "Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve", afirmou.

Segundo Trump, a intervenção militar está indo “muito bem”. “Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos a usá-las”, acrescentou.

Questionado sobre a duração do conflito, o republicano disse não desejar uma guerra prolongada. "Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um adiantado pouco em relação ao cronograma", comentou.

Trump também afirmou que os Estados Unidos pretendem adotar medidas para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, mas alertou que, por ora, todos deverão permanecer em casa. "Não é seguro lá fora", disse.

De acordo com Trump, “a maior surpresa” desde o início do conflito, no sábado, 28, foram os ataques do Irã contra países árabes da região, como Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. "Ficamos surpresos", relatou. "Dissemos a eles: 'Nós resolvemos isso', e agora eles querem brigar. E estão brigando agressivamente. Eles iam se envolver muito pouco, e agora insistem em se envolver."

O ex-presidente afirmou não saber quem será o próximo líder iraniano, mas sugeriu que os iranianos "talvez tenham sorte e consigam alguém que saiba o que está fazendo". Segundo Trump, 49 líderes iranianos permaneceram mortos durante os ataques.

Trump apresentou ainda tentativas de negociação com o regime iraniano sobre o enriquecimento de urânio, sem sucesso. "Eles tinham todo aquele material enriquecido. Consideraram refazer o processo lá, mas estava em tão mau estado que a montanha basicamente desabou", relatou.

Mais cedo, em entrevista ao jornal New York Post , Trump afirmou que não descartava a presença de forças americanas no Irã caso “fossem permissão”. "Não tenho recebimento nenhum em relação ao envio de tropas terrestres. Todo presidente diz: 'Não há tropas terrestres'. Eu não digo isso", declarou. "Eu digo: 'Provavelmente não precisamos delas', ou 'se fosse necessário'."

Críticas ao Reino Unido

Antes da entrevista à CNN, Trump declarou ao jornal britânico Daily Telegraph estar “muito decepcionado” com a demora do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em liberar o uso de bases militares britânicas para operações contra o Irã.

Starmer autorizou o uso de bases para "fins defensivos específicos e limitados", permitindo que os EUA utilizem em ataques a instalações de mísseis iranianos, conforme solicitado por Washington. Entre as bases está o complexo estratégico militar de Diego Garcia.

Trump classificou a resistência inicial de Starmer ao uso da base nas Ilhas Chagos como algo “inédito entre nossos países”. "Levou muito tempo. Tempo demais", criticou.

Em coletiva nesta segunda-feira, Starmer afirmou que o Reino Unido não participará dos ataques neste momento, mas seguirá com “ações defensivas na região”.