Geral
HU-UFS inicia primeira residência em fisioterapia intensiva pediátrica de Sergipe
Programa pioneiro no estado busca qualificar a assistência a crianças em estado crítico
Aracaju (SE) – Sergipe passa a contar, a partir de hoje, 1º de março, com o primeiro Programa de Residência em Fisioterapia em Terapia Intensiva Pediátrica do estado. A formação será realizada no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Com duração de dois anos, o programa prevê 5.760 horas de formação, sendo 4.608 horas de atividades práticas e 1.152 horas teóricas e teórico-práticas. Ao todo, são ofertadas duas vagas. A residência será desenvolvida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do hospital, que conta com 10 leitos e atende casos de média e alta complexidade em Sergipe.
A coordenadora do programa, Raquel Emanuele, explica que o fisioterapeuta intensivista atua no manejo da ventilação mecânica, na prevenção de complicações e na reabilitação dos pacientes, contribuindo para reduzir o tempo de internação e melhorar os desfechos clínicos.
Segundo ela, a criação da residência amplia a formação especializada na área e fortalece a assistência à saúde infantil no estado. “Também contribui para a qualificação e a fixação de profissionais em Sergipe”, afirma.
De acordo com a coordenadora, a iniciativa responde a desafios da assistência pediátrica no Sistema Único de Saúde, especialmente diante da demanda regional atendida pelo hospital universitário, que recebe pacientes de diferentes municípios.
“Ao oferecer assistência de média e alta complexidade associada à formação acadêmica, o HU-UFS fortalece a integração entre ensino, serviço e comunidade. Os residentes atuarão em cenários reais de cuidado, com supervisão de docentes e preceptores experientes”, destaca.
Formação
As vagas deste semestre foram destinadas a candidatos aprovados no Exame Nacional de Residência 2025, realizado pela Ebserh.
A formação inclui atividades práticas na UTI pediátrica, discussões de casos, aulas teóricas, pesquisa e elaboração de protocolos assistenciais. Entre as principais situações clínicas atendidas estão insuficiência respiratória, prematuridade, condições neurológicas, cardiopatias e infecções graves.
Os residentes também serão capacitados em ventilação mecânica, suporte ventilatório, mobilização precoce, prevenção de complicações e reabilitação funcional.
“É uma rotina multiprofissional intensa, que exige raciocínio clínico, tomada de decisão baseada em evidências científicas e sensibilidade no cuidado com a criança e a família”, conclui Raquel.
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