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Mercado de unhas se destaca como caminho de independência financeira para mulheres
Alta demanda por profissionais capacitadas aquece segmento e incentiva empreendedorismo no setor de serviços no Brasil
Não é novidade que o setor de beleza cresce de forma consistente no Brasil. A cultura do autocuidado segue em alta tanto entre homens quanto entre mulheres. Dentro desse cenário, um segmento em específico vem chamando a atenção: o das unhas. De acordo com o relatório Professional Nail Care, da Kline, a projeção de crescimento do mercado profissional de cuidados com as unhas para o período entre 2021 até o final deste ano é de 6,9% (CAGR - taxa de crescimento anual composto), o que reforça o dinamismo do segmento e seu potencial de expansão no país.
O avanço do setor, por sua vez, amplia oportunidades de qualificação e empreendedorismo, especialmente para mulheres que veem na área uma porta de entrada para a autonomia profissional e financeira. Hoje, existe uma ampla variedade de serviços que possibilita o empreendedorismo feminino no segmento. Esmalteria, alongamento, banho de gel, blindagem, manutenção e remoção, nail art e manicure tradicional são algumas das opções que permitem gerar renda própria e estruturar um negócio.
Profissionalização como ponta de partida para o sucesso
Com o mercado aquecido, cresce a busca por qualificação profissional. Conforme dados do Instituto Embelleze, maior rede de franquias profissionalizantes de beleza da América Latina, o curso de manicure é disparado o mais procurado da instituição, concentrando 30,5% dos alunos matriculados. Em comparação, o curso de cabeleireiro, que ocupa a segunda posição, conta com 20,20% de adesão. “Esses dados internos evidenciam uma mudança de comportamento e revela o fortalecimento dos serviços de manicure e pedicure no Brasil. Hoje é comum vermos estabelecimentos 100% voltados para unhas, isso mostra como o mercado está aquecido e atendendo a diversos tipos de públicos”, comenta Aline Augusto, diretora pedagógica do Instituto Embelleze.
Outro fator que chama a atenção é o número de jovens que buscam a profissionalização no setor de unhas. Desde a criação do curso, o perfil histórico dos alunos indica que 50% têm até 29 anos, evidenciando como a nova geração enxerga na área uma oportunidade concreta de carreira e empreendedorismo. “O número de manicures profissionais vem registrando crescimento anual estimado entre 9% e 15%, acompanhando a ampliação da demanda por serviços especializados. Apenas no último ano, a procura por cursos na área cresceu cerca de 40%, movimento impulsionado tanto por quem deseja ingressar no segmento quanto por profissionais que buscam aperfeiçoamento técnico e atualização. É um mercado em expansão, que caminha para uma atuação cada vez mais especializada, eficiente e orientada à oferta de uma experiência premium”, afirma Augusto.
O mercado oferece diferentes modelos de atuação
Os ganhos variam de acordo com a especialização, os serviços oferecidos, a região de atendimento e os diferenciais competitivos, o que garante flexibilidade para que cada profissional estruture seu próprio negócio. Além disso, o investimento inicial costuma ser relativamente acessível.
O atendimento em domicílio, por exemplo, é um dos modelos mais econômicos para quem deseja começar, já que os principais custos envolvem produtos, materiais e deslocamento. Para quem opta por um espaço próprio, há investimento com estrutura, mobiliários, mas o retorno pode ser significativo, especialmente pela maior autonomia e a possibilidade de construir uma identidade visual forte.
Outra alternativa é o aluguel de cadeira em salão, que reduz custos fixos, embora limite parte da autonomia. Já o modelo de franquias requer um investimento maior, mas há um suporte estruturado da marca. Independentemente do formato escolhido, as possibilidades de empreender são amplas, e a decisão deve considerar o capital inicial disponível e o planejamento a longo prazo.
Mariana Paiva Nogueira dos Santos, manicure formada pelo Instituto Embelleze, reforça que o setor é promissor para novas empreendedoras, mas conta que é preciso muito mais do que saber pintar unhas. “Antes de abrir um negócio, é importante investir em capacitação profissional e aprimoramento das técnicas. Hoje, os cursos ensinam como empreender, ter presença digital para divulgar o trabalho, além das técnicas que se aprende durante as aulas”, aconselha. A empreendedora ainda destaca que a versatilidade do setor permite a adaptação do negócio conforme a característica de seu público, o que deixa tudo mais flexível e adaptável.
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