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Dia Internacional da Mulher: só 6% das lideranças são femininas e especialista revela cinco dicas para impulsionar carreiras
Elenise Martins, da EMRH Consultoria, indica práticas estratégicas de RH para ampliar a presença feminina em cargos de liderança
Porto Alegre, março de 2026 – Com a chegada do Dia Internacional da Mulher, o tema da liderança feminina ganha ainda mais relevância nas empresas brasileiras. Embora o número de mulheres em cargos de alta liderança tenha dobrado em 2025, chegando a 6%, a presença feminina ainda é tímida nos altos escalões: elas ocupam cerca de 34% dos cargos executivos e apenas 10% dos assentos em conselhos de administração, segundo pesquisa da Bain & Company. A EMRH Consultoria, especialista em desenvolvimento de pessoas, reforça que o Recursos Humanos (RH) pode desempenhar papel estratégico para promover o crescimento profissional feminino.
Apesar desses avanços, a realidade mostra que o progresso ainda é lento: um estudo do Panorama Mulheres indica que apenas 17,4% das empresas com presidência formalizada no Brasil são lideradas por mulheres, número inferior à média mundial de 29%. Esses dados evidenciam que, embora as mulheres já estejam mais presentes no mercado, ainda há um longo caminho para alcançar equidade em níveis hierárquicos mais altos, reforçando a importância de práticas estruturadas de desenvolvimento dentro das organizações.
Para Elenise Martins, fundadora da EMRH Consultoria, “o Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para que as empresas reforcem práticas que promovam equidade e permitam que o talento feminino se destaque em todos os níveis hierárquicos", afirma.
Segundo a especialista, para impulsionar a carreira das mulheres, o RH pode adotar cinco práticas estratégicas, entre as quais se destacam:
1. Critérios claros sobre progressão de carreira: transparência na comunicação de critérios e oportunidades cria um ambiente mais justo e menos sujeito a favoritismos. “A igualdade de oportunidades se consolida quando todos compreendem as regras do jogo, favorecendo a meritocracia”, afirma Martins.
2. Avaliação de desempenho aliada ao plano de desenvolvimento individual (PDI): acompanhar competências e alinhar expectativas por meio do PDI permite que a profissional visualize seu caminho rumo a promoções e crescimento. “Essas ferramentas ajudam a profissional a entender onde está e o que precisa ser feito para chegar ao próximo nível que almeja”, completa a especialista.
3. Workshop de reintegração no pós-maternidade: reintegrar a mulher após a licença maternidade valoriza o equilíbrio entre carreira e vida pessoal e demonstra uma gestão humanizada. “Cuidar das pessoas se torna uma estratégia corporativa quando entendemos que carreira e vida pessoal se constroem de forma integrada”, comenta.
4. Programas de desenvolvimento de lideranças femininas: treinamentos direcionados ao aprimoramento de soft skills, como comunicação, escuta ativa, colaboração e mediação de conflitos, ajudam a desenvolver competências essenciais para liderança, fortalecendo o potencial humano e tornando a equipe mais preparada e competitiva.
5. Indicadores de equidade: monitorar dados de contratação, promoção, remuneração e ocupação de cargos de liderança permite decisões baseadas em evidências. “Não se trata de privilegiar as mulheres, mas de criar condições equilibradas de crescimento, em que talento, competência e performance sejam os principais critérios”, destaca.
“Investir no desenvolvimento de lideranças femininas não é apenas uma questão de equidade, mas também de estratégia organizacional”, comenta Elenise Martins. “Empresas que promovem a diversidade em cargos de comando tendem a registrar melhor desempenho, maior inovação e equipes mais engajadas. O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para repensar processos internos e consolidar práticas que garantam que talento, competência e potencial sejam os principais critérios de crescimento profissional, fortalecendo a cultura corporativa e o futuro das organizações.”
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