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Guerra pode antecipar pausa nos cortes da Selic, avalia secretário do Tesouro
Rogério Ceron afirma que alta do petróleo não deve afetar próxima decisão do Copom, mas pode antecipar fim do ciclo de cortes.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta segunda-feira (2) que a recente alta do petróleo, após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã no último sábado (28), não deve influenciar a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
Segundo Ceron, um aumento mais significativo do petróleo poderia antecipar o fim do ciclo de cortes na taxa básica de juros, previsto para ocorrer ainda este ano.
"Me parece que está um cenário traçado e, obviamente, a princípio, não tem um efeito relevante nesse primeiro momento se o petróleo ficar mais ou menos nesse patamar, dada a apreciação cambial que aconteceu", declarou Ceron durante evento promovido pelo jornal Valor Econômico.
Em janeiro, o Copom manteve a Selic em 15%, mas sinalizou a possibilidade de reduzir a taxa na reunião seguinte, marcada para 18 de março, caso o cenário evolua conforme o esperado. O mercado projeta que a Selic chegue a 12% ao final de 2026, de acordo com a mediana do mais recente relatório Focus.
Ceron ainda ressaltou que o Banco Central é "muito competente, muito estável, e sabe conduzir isso muito adequadamente".
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