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Reino Unido autoriza uso de bases pelos EUA para ataques a mísseis no Irã
Primeiro-ministro Keir Starmer afirma que decisão visa defesa coletiva e proteção de cidadãos britânicos na região do Golfo.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou neste domingo, 1º de março, que autorizou um pedido dos Estados Unidos para utilizar bases militares britânicas na região do Golfo Pérsico em operações contra instalações de armazenagem e lançamento de mísseis do Irã.
“A única maneira de acabar com esta ameaça de ataques iranianos a países vizinhos é destruindo os mísseis em sua origem”, declarou Starmer em vídeo publicado em seu perfil no X. “A base de nossa decisão é a legítima defesa coletiva de amigos e aliados de longa data, e a proteção de vidas britânicas”, acrescentou.
Starmer enfatizou que o Reino Unido não participa dos ataques realizados desde sábado, 28, por EUA e Israel contra o Irã e não pretende se envolver diretamente. No entanto, ressaltou que as retaliações iranianas vêm atingindo alvos civis em países parceiros e colocando em risco cidadãos britânicos que vivem na região. “Nossos parceiros no Golfo pediram que fizéssemos mais para defendê-los, e é meu dever proteger vidas britânicas”, afirmou.
Além de Israel, os ataques de retaliação do Irã atingiram alvos na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã. Starmer informou que as forças armadas britânicas já mantêm “jatos no ar como parte de operações defensivas que interceptaram com sucesso ataques iranianos”.
O primeiro-ministro também anunciou o envio de especialistas ucranianos e britânicos para auxiliar “nossos parceiros no Golfo a abater drones iranianos”. Segundo ele, os ucranianos têm experiência nesse tipo de combate, já que enfrentam drones iranianos utilizados pela Rússia na guerra em seu próprio território.
Ao reforçar que o uso das bases britânicas tem objetivo estritamente defensivo e não implica envolvimento do Reino Unido em ataques ao Irã, Starmer relembrou a invasão norte-americana ao Iraque em 2003, apoiada pelo Reino Unido. “Todos nós nos lembramos dos erros no Iraque e nós aprendemos as lições”, afirmou. A ofensiva resultou na queda do regime de Saddam Hussein, mas mergulhou o país em um caos cujos efeitos persistem até hoje.
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