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EUA utilizam drone kamikaze LUCAS em ataque ao Irã e intensificam aposta em guerra autônoma
Dispositivo de baixo custo inspirado em modelo iraniano é empregado pela primeira vez em combate, marcando nova fase do uso de drones autônomos pelos EUA no Oriente Médio.
O ataque dos Estados Unidos ao Irã marcou a estreia em combate do drone kamikaze LUCAS, um sistema de baixo custo desenvolvido a partir do Shahed‑136 iraniano e agora integrado à Força‑Tarefa Scorpion, iniciativa que visa acelerar a adoção de drones autônomos como instrumento de dissuasão no Oriente Médio.
Autoridades do Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmaram que os ataques aéreos contra o Irã representaram o primeiro uso operacional do novo drone kamikaze autônomo LUCAS. O equipamento foi empregado na Operação Epic Fury (Fúria Épica), tendo como alvos unidades do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC), defesas antiaéreas, bases de mísseis e aeródromos.
De acordo com o Defense News, o almirante norte-americano Brad Cooper afirmou que o presidente Donald Trump ordenou "uma ação ousada" e que as forças norte-americanas estão "atendendo ao chamado".
O LUCAS resulta de engenharia reversa do drone iraniano Shahed‑136 e é derivado do modelo FLM 136 da SpektreWorks, originalmente utilizado para treinamento antidrone. Leve, acessível e escalável, o FLM 136 possui alcance de aproximadamente 800 km e capacidade de carga útil de 18 kg — "o dobro da potência explosiva de um Hellfire", segundo o analista Alex Hollings.
Com apenas 82 kg de peso máximo de decolagem, o sistema pode ser lançado por catapulta, foguete ou plataformas móveis, oferecendo uma alternativa de baixo custo frente às munições avançadas dos EUA, que podem chegar a US$ 35 mil (R$ 179,3 mil) por unidade. Em dezembro, um LUCAS foi lançado pela primeira vez a partir de um navio, durante exercício no golfo Pérsico com o USS Santa Barbara.
Esses drones compõem o recém-criado Esquadrão de Ataque da Força‑Tarefa Scorpion, o primeiro do gênero nas Forças Armadas norte-americanas, sob comando do Comando de Operações Especiais. Ainda segundo o portal especializado, Cooper destacou que a iniciativa "cria as condições para o uso da inovação como dissuasão".
A força-tarefa foi criada após diretriz do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para acelerar a adoção de sistemas autônomos acessíveis. No memorando, Hegseth defendeu superar a "aversão instintiva ao risco" da burocracia e integrar operações com drones ao treinamento militar.
Por Sputnik Brasil
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