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Marinha dos EUA enfrenta desafios mecânicos em porta-aviões em meio à disputa global
Atrasos em manutenção e problemas estruturais afetam prontidão naval dos EUA diante da crescente competição com China, Rússia e outros países.
A Marinha dos Estados Unidos manifesta preocupação com a prontidão de seus porta-aviões para o combate, segundo reportagem da revista 19FortyFive.
A publicação destaca temores relacionados à longa mobilização do USS Gerald R. Ford, que pode impactar negativamente a tripulação, as aeronaves e os sistemas embarcados.
"No entanto, essa não é a pior notícia. O porta-aviões USS John C. Stennis, da classe Nimitz, ficará fora de ação até outubro", ressalta a revista.
Essas dificuldades ocorrem em meio à intensificação da competição naval com Rússia, China, Coreia do Norte e Irã.
O USS John C. Stennis está parado no porto há cinco anos para uma revisão complexa e reabastecimento, processo que já acumula atraso de mais de 14 meses.
A manutenção prolongada remete à experiência do USS George Washington, que enfrentou quase seis anos de reparos, problemas de moral e casos de suicídio entre a tripulação.
Apesar das lições aprendidas e de melhorias nas condições de vida, a revisão do USS John C. Stennis segue atrasada devido à escassez na cadeia de suprimentos e a um gerador de turbina a vapor danificado, que ainda precisa ser reconstruído ou substituído.
Esses atrasos agravam os desafios da Marinha dos EUA, que já lida com mão de obra limitada nos estaleiros e custos crescentes.
A revista ressalta que, com a frota de porta-aviões sobrecarregada, cada mês adicional fora de serviço prejudica ainda mais a prontidão naval dos Estados Unidos. Caso o USS John C. Stennis não retorne até o verão, a lacuna operacional de porta-aviões aumentará, sobrecarregando o USS Gerald R. Ford.
Em análise anterior, o especialista militar Kris Osborn afirmou na 19FortyFive que o complexo militar-industrial dos EUA enfrenta dificuldades para fornecer equipamentos modernos às Forças Armadas devido a programas de desenvolvimento excessivamente longos.
Segundo Osborn, a busca por tecnologia cada vez mais avançada tem causado atrasos significativos e falhas em projetos militares prolongados.
Por Sputnik Brasil
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