Geral
Nubank registra lucro líquido de US$ 894,8 milhões no 4º trimestre de 2025
Fintech alcança alta anual de 50% no lucro, expande base de clientes e reforça posição como segunda maior instituição do Brasil
O Nubank alcançou lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões no quarto trimestre de 2025, representando um avanço de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando os efeitos do câmbio. Em comparação com o terceiro trimestre, o crescimento foi de 13%. O retorno sobre o patrimônio (ROE) atingiu o patamar histórico de 33%, frente a 29% um ano antes. No acumulado de 2025, o lucro anual totalizou US$ 2,9 bilhões, ante US$ 2,0 bilhões registrados em 2024.
No último trimestre, as receitas da fintech tiveram alta de 45% na comparação anual, também descontando o efeito cambial, somando US$ 4,857 bilhões, estabelecendo novo recorde.
O banco digital manteve o ritmo de expansão da base de clientes, com a adição de 4 milhões de novos usuários no trimestre e 17 milhões ao longo de 2025, considerando operações no Brasil, México e Colômbia. Apenas no Brasil, a instituição atingiu 113 milhões de clientes, consolidando-se como a segunda maior do país em número de correntistas, atrás apenas da Caixa Econômica Federal, segundo o Banco Central.
"No quarto trimestre de 2025, aumentamos nossa escala, aprofundamos o engajamento e expandimos a lucratividade, encerrando o ano com 131 milhões de clientes", afirmou David Vélez, fundador e CEO do Nubank, no balanço divulgado. "Ao iniciarmos 2026, permanecemos totalmente focados em vencer na América Latina, enquanto construímos as alavancas que permitirão ao Nubank evoluir para uma plataforma global de serviços financeiros digitais ao longo do tempo", destacou, fazendo referência ao pedido para operar nos Estados Unidos.
O diretor financeiro, Guilherme Lago, ressaltou que a fintech inicia 2026 "como um carro que está andando numa velocidade de crescimento de quase 40% ao ano, com uma rentabilidade de mais de 30%, mas com o tanque muito cheio". Segundo ele, o Nubank possui capital muito superior ao exigido pelos reguladores. "Por exemplo, se for preciso manter R$ 100, o Nubank tem R$ 250", explicou.
Quanto à qualidade dos ativos de crédito, a taxa de inadimplência de curto prazo (atrasos entre 15 e 90 dias) ficou em 4,1%, ante 4,3% no trimestre anterior. Já a inadimplência de longo prazo (acima de 90 dias) foi de 6,6%, levemente abaixo dos 6,7% registrados anteriormente e há um ano. De acordo com Lago, a redução já era esperada devido ao quarto trimestre ser sazonalmente mais favorável, impulsionado, por exemplo, pelo pagamento do 13º salário.
A carteira de crédito do Nubank alcançou US$ 32,7 bilhões no trimestre, alta anual de 40% e crescimento de 11% em relação ao trimestre anterior.
A receita financeira líquida de juros (NII) subiu 13% na comparação trimestral, atingindo US$ 2,8 bilhões, novo recorde histórico. Já a margem financeira líquida ajustada ao risco (NIM) foi de 10,5% no quarto trimestre, ante 10,8% nos três meses anteriores e 9,9% no mesmo período de 2024.
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