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Cuba reage a ataque de embarcação americana que deixou quatro mortos

Ministério do Interior cubano afirma que lancha registrada nos EUA abriu fogo em águas territoriais, resultando em quatro mortos e seis feridos.

Por Sputnik Brasil 25/02/2026
Cuba reage a ataque de embarcação americana que deixou quatro mortos
Guarda de Fronteira cubana reage a ataque de lancha americana, resultando em quatro mortos e seis feridos. - Foto: © AP Photo / Ramon Espinosa

A Guarda de Fronteira de Cuba informou nesta quarta-feira (25) que impediu um ataque armado promovido por uma "lancha rápida infratora" registrada nos Estados Unidos, dentro das águas territoriais cubanas, resultando na morte de quatro pessoas e deixando outras seis feridas.

Segundo as autoridades cubanas, os agentes foram recebidos a tiros ao se aproximarem da embarcação para realizar a identificação:

"Como resultado do confronto, até o fechamento desta informação, do lado estrangeiro, quatro agressores foram mortos e seis ficaram feridos, tendo sido evacuados e recebido assistência médica", declarou o Ministério do Interior em comunicado divulgado nas redes sociais.

A embarcação, de registro na Flórida (EUA), aproximou-se a cerca de uma milha náutica ao nordeste do canalizo El Pino, na província de Villa Clara, conforme informou o ministério.

O órgão acrescentou que as investigações sobre o caso já estão em andamento:

"Diante dos atuais desafios, Cuba ratifica sua vontade de proteger as águas territoriais, tendo como base que a defesa nacional é um pilar fundamental para o Estado cubano em favor da proteção de sua soberania e da estabilidade na região", destaca o boletim.

O incidente ocorre em meio ao endurecimento do embargo energético dos EUA à ilha.

No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva permitindo que Washington imponha tarifas sobre importações de países que forneçam petróleo a Cuba.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou o que chamou de "bloqueio energético" dos EUA e classificou como "condenável que uma potência do porte dos EUA adote uma política tão agressiva e criminosa contra uma pequena nação".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a situação humanitária em Cuba, avaliando que poderá se agravar ou entrar em colapso caso as necessidades de petróleo não sejam atendidas, e ressaltou a importância do diálogo e do respeito ao direito internacional.