Geral
Cuba reage a ataque de embarcação americana que deixou quatro mortos
Ministério do Interior cubano afirma que lancha registrada nos EUA abriu fogo em águas territoriais, resultando em quatro mortos e seis feridos.
A Guarda de Fronteira de Cuba informou nesta quarta-feira (25) que impediu um ataque armado promovido por uma "lancha rápida infratora" registrada nos Estados Unidos, dentro das águas territoriais cubanas, resultando na morte de quatro pessoas e deixando outras seis feridas.
Segundo as autoridades cubanas, os agentes foram recebidos a tiros ao se aproximarem da embarcação para realizar a identificação:
"Como resultado do confronto, até o fechamento desta informação, do lado estrangeiro, quatro agressores foram mortos e seis ficaram feridos, tendo sido evacuados e recebido assistência médica", declarou o Ministério do Interior em comunicado divulgado nas redes sociais.
A embarcação, de registro na Flórida (EUA), aproximou-se a cerca de uma milha náutica ao nordeste do canalizo El Pino, na província de Villa Clara, conforme informou o ministério.
O órgão acrescentou que as investigações sobre o caso já estão em andamento:
"Diante dos atuais desafios, Cuba ratifica sua vontade de proteger as águas territoriais, tendo como base que a defesa nacional é um pilar fundamental para o Estado cubano em favor da proteção de sua soberania e da estabilidade na região", destaca o boletim.
O incidente ocorre em meio ao endurecimento do embargo energético dos EUA à ilha.
No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva permitindo que Washington imponha tarifas sobre importações de países que forneçam petróleo a Cuba.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou o que chamou de "bloqueio energético" dos EUA e classificou como "condenável que uma potência do porte dos EUA adote uma política tão agressiva e criminosa contra uma pequena nação".
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a situação humanitária em Cuba, avaliando que poderá se agravar ou entrar em colapso caso as necessidades de petróleo não sejam atendidas, e ressaltou a importância do diálogo e do respeito ao direito internacional.
Mais lidas
-
1FENÔMENO NAS REDES
Procuradas 'vivas e fofas': zoológicos russos enfrentam filas para adquirir capivaras em meio à popularidade
-
2TRAGÉDIA
Vídeos de detetive flagrando traição foram o estopim para secretário matar os próprios filhos em Itumbiara
-
3TECNOLOGIA AERONÁUTICA
Empresa russa Rostec apresenta novo motor a pistão para aviação leve
-
4JUSTIÇA
Juíza natural de Palmeira dos Índios é convocada para atuar por seis meses no STJ em Brasília
-
5FUTEBOL EUROPEU
Benfica afirma que Prestianni é alvo de "campanha de difamação" após acusação de racismo feita por Vini Jr.