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“Isso muda a realidade”, diz Márcia Lopes sobre políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres
Titular do Ministério das Mulheres foi entrevistada no programa “Bom dia, Ministra” desta quarta-feira (25) e destacou papel do diálogo entre governo, estados e municípios
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reiterou que as políticas de cuidados com as mulheres e meninas brasileiras precisam ser tema de diálogo constante entre o Governo do Brasil, os estados e municípios, assim como da sociedade. O lembrete foi feito durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra” nesta quarta-feira, 25 de fevereiro.
"Nós sabemos que o machismo e o desprezo à política para as mulheres ainda é presente. Então, continuamos num processo de convencimento de todos os atores e os agentes públicos, no sentido de que coloque a centralidade na vida das mulheres”
Márcia Lopes, ministra das Mulheres
“Nós sabemos que o machismo e o desprezo à política para as mulheres ainda é presente. Então, continuamos num processo de convencimento de todos os atores e os agentes públicos, no sentido de que coloque a centralidade na vida das mulheres. As mulheres são as cuidadoras, as mulheres são aquelas que levantam todos os dias pensando na sua família, na sua vizinhança, na sua comunidade. Então, esse é um processo permanente”, destacou a ministra.
Márcia Lopes disse ainda que cada representante público deve assumir a responsabilidade com as políticas das mulheres. “Se cada prefeito, prefeita, liderança, governador, disserem: ‘aqui no nosso estado não haverá violência contra a mulher’, isso muda a realidade”, afirmou.
ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA — Sobre as ações efetivas para combater a violência contra a mulher, a ministra das Mulheres destacou o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, que conta com a participação de 11 ministérios, além dos estados e do Distrito Federal. A estratégia do Governo do Brasil enfrenta a misoginia e a violência de gênero, com foco na prevenção, intervenção precoce e reparação para proteger mulheres e meninas.
Desde a instituição do pacto, foram inaugurados 19 novos serviços especializados no atendimento a mulheres em situação de violência: quatro Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira. Para esses serviços, já foram investidos R$ 373 milhões.
“A Casa da Mulher Brasileira é um lugar onde as mulheres são acolhidas. É um serviço que demonstra qual é o método de trabalho necessário para fazer a prevenção, a orientação, os encaminhamentos e o atendimento às mulheres”, ressaltou Márcia Lopes.
8 DE MARÇO — Oficializado pela Organização das Nações Unidas como Dia Internacional das Mulheres, o 8 de março celebra as conquistas sociais, políticas, econômicas e culturais das mulheres. A data também é um alerta para a necessidade contínua de promoção da igualdade de gênero. Segundo a ministra Márcia Lopes, a partir do dia 1º até o dia 31 de março, todos os dias serão realizados algum ato ou atividade em relação às mulheres. Também estão previstas a inauguração de uma nova Casa da Mulher Brasileira, em Aracaju (SE), e de Cuidotecas – espaços dentro de universidades e institutos federais que garantem o cuidado das crianças enquanto as mães ou responsáveis estudam.
No dia 1º de março, na cidade de São Paulo, a primeira atividade alusiva à data acontecerá em homenagem a Tainara Souza Santos, de 31 anos, que foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. Ela faleceu em dezembro de 2025, após ter amputado as pernas e passado quase um mês internada.
“Vai ser um ato que marca não só uma homenagem à memória da Tainara, que foi brutalmente assassinada, que sofreu esse feminicídio, mas a todas as mulheres do Brasil”, ressaltou a ministra Márcia Lopes.
DENÚNCIAS — Durante o “Bom dia, Ministra”, a ministra das Mulheres também destacou a importância dos canais de denúncia para o enfrentamento à violência. “Muitas vezes, as mulheres não denunciam, porque ou elas não acreditam, ou elas não confiam, elas não têm certeza do sigilo e têm medo de serem perseguidas. E, às vezes, os próprios órgãos acabam desestimulando. Então, nós temos que ter formação, engajamento, consciência, profissionalismo das nossas polícias, de todos os profissionais envolvidos.”
LIGUE 180 — Por meio do Ligue 180, é possível registrar denúncias de violência contra mulheres, obter orientação sobre leis e direitos, além de buscar informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento às mulheres (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referência, delegacias especializadas, Defensorias Públicas, entre outros). O serviço é gratuito e está disponível 24 horas, todos os dias, em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e Libras. O atendimento é 100% realizado por mulheres.
QUEM PARTICIPOU — Participaram do “Bom Dia, Ministra” desta quarta o Portal RIC (Curitiba/PR); Portal R7 (Brasília/DF); Rádio TCM (Mossoró/RN); Portal Amapá Digital (Macapá/AP); Rádio Pontal (Itabira/MG); Rádio Bandeirantes (Campinas/SP); Rádio 103 FM (Aracaju/SE); e Rádio Conecta FM (Porto Velho/RO).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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