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Com aumento de roubo de carga com reféns, soluções tecnológicas viram aliadas dos motoristas nas estradas
Só em São Paulo, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública, dos 4.161 casos registrados no ano passado, 78,4 % tiveram retenção dos condutores
Além de causar prejuízos para as empresas, o roubo de cargas também coloca em risco a vida dos motoristas, sendo que nos últimos anos, foram registrados diversos casos de sequestro de motoristas. Só em São Paulo, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública, dos 4.161 casos registrados no ano passado, 78,4 % tiveram retenção dos condutores. A estratégia dos criminosos é manter o caminhoneiro sob pressão e ameaça para impossibilitar que ele comunique a empresa e também dar tempo de esconder a carga.
Diante dessa situação, muitas empresas decidiram procurar serviços capazes de garantir a segurança dos motoristas e evitar possíveis prejuízos por conta do roubo de cargas. Sendo assim, instituições que oferecem recursos e produtos que dificultam o roubo de mercadorias e aumentam a segurança na hora de realizar o transporte das cargas acabaram registrando crescimento durante esse período, como é o caso da T4S Tecnologia. O plano de criar a empresa surgiu em 2016 com o início das operações em 2017.
Os empresários Enrico Rebuzzi e Luiz Henrique Nascimento sentiram na pele o que era sofrer com os prejuízos de roubo de cargas, pois antes de fundar a T4S, eles tinham uma empresa de logística em 2003, e passavam por essa situação direto. Com a experiência adquirida nós tempos em que ambos trabalhavam com logística, eles desenvolveram um sistema batizado de Imobilizador T4S.
“Como o fator tempo é a chave do sucesso para as quadrilhas, uma vez que precisam sair do local do crime em poucos minutos e em poder do veículo, o Imobilizador dificulta essa rapidez ao criar uma série de dificuldades a quem tenta desativá-lo”, explica Luiz Henrique Nascimento, diretor da T4S Tecnologia.
O risco para o bandido assim aumenta e, junto com ele, a tendência de abandono do veículo e motorista com a carga intacta. O imobilizador imobiliza o veículo na hora quando o ladrão tenta efetuar o roubo com um “jammer”, conhecido popularmente como “chupa-cabra”, aparelho que neutraliza o sinal de GPS/GPRS dos rastreadores. Com 95% de efetividade, mais de 40.000 imobilizadores já foram comercializados.
A T4S também oferece serviços inusitados para evitar o roubo de cargas nas estradas, como é o caso do Choque Elétrico Anti-Invasão, que no caso de tentativa de roubo da carga com rompimento ou perfuração do baú, o criminoso recebe um choque de alto impacto de 20 mil volts, porém não letal.
Por meio de sensores espalhados nos painéis que revestem todas as faces do baú dos caminhões, qualquer tentativa de perfuração ou corte dispara um alerta para uma central de atendimento, além de uma sirene e um choque elétrico. A solução não oferece nenhum risco aos motoristas. É como uma cerca elétrica em um condomínio ou casa: o risco é zero de choque caso não tente invadir o espaço.
ficam no topo do caminhão e conseguem detectar armas, pessoas através do reconhecimento facial e movimentos suspeitos. A empresa lançou recentemente o Bloqueio Facial, uma tecnologia que valida se quem está conduzindo o veículo é de fato o motorista ou não através de um aparelho instalado na frente do banco do motorista. Se não for, o carro sequer vai ligar. Se estiver ligado, parado ou em movimento, o veículo vai bloquear automaticamente, sem depender de ação humana. A frequência de tempo para checar se o condutor é de fato o motorista do caminhão o próprio usuário pode configurar.
Além disso, se qualquer outra pessoa além do motorista estiver na cabine, a tecnologia embarcada automaticamente dispara um alerta para a central de monitoramento. Nesse caso, é possível configurar se o bloqueio é automático ou então um comando é utilizado para bloquear o veículo depois do alerta sistêmico.
“Até o momento geramos mais de 200 empregos, e hoje temos em nossa lista de clientes empresas como a FedEx, JSL e a P&G. Temos várias novidades para os próximos anos, inclusive um projeto de internacionalização da T4S”, declara Enrico Rebuzzi. Em relação ao faturamento, a T4S encerrou 2024 com R$79 milhões.
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