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China alerta para possíveis retaliações caso EUA avancem com novas tarifas

Ministério do Comércio chinês afirma que país cumpriu acordo e promete responder a eventuais sanções norte-americanas.

25/02/2026
China alerta para possíveis retaliações caso EUA avancem com novas tarifas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quarta-feira, 25, que está ciente das declarações do representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, sobre a continuidade da investigação da Seção 301 quanto ao cumprimento, por Pequim, do acordo econômico e comercial de 'fase um' firmado entre os dois países. O órgão chinês alertou que poderá adotar todas as medidas necessárias caso Washington avance com novas tarifas.

De acordo com o porta-voz do ministério, desde o início do acordo, em 2020, a China tem cumprido suas obrigações "com espírito contratual", mesmo diante dos desafios impostos pela pandemia e pelas rupturas nas cadeias de suprimento.

Pequim ressalta que implementou compromissos relacionados à proteção de propriedade intelectual, à abertura dos mercados financeiro e agrícola, além de promover a ampliação da cooperação comercial.

Em contrapartida, o governo chinês acusa os EUA de endurecer controles de exportação, restringir investimentos bilaterais e ampliar medidas de contenção em áreas econômicas e comerciais, o que, segundo a pasta, viola o espírito do acordo e prejudica seu cumprimento.

O ministério acrescentou que, desde o ano passado, os dois países realizaram cinco rodadas de consultas econômicas e comerciais, alcançando consensos sobre temas como extensão da suspensão de tarifas recíprocas, comércio agrícola, controles de exportação e redução de restrições a investimentos.

Pequim declarou esperar que Washington trate a implementação do acordo de forma "objetiva e racional", evitando transferir responsabilidades. Caso os EUA insistam na investigação ou imponham novas tarifas, a China afirmou que tomará "todas as medidas necessárias" para defender seus direitos e interesses legítimos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve viajar à China em abril para um encontro bilateral com o líder chinês, Xi Jinping.