Geral
Concessões de crédito livre recuam 17,2% em janeiro, aponta Banco Central
Volume de empréstimos diminui no início do ano, enquanto juros médios e inadimplência apresentam alta
As concessões de crédito livre dos bancos registraram queda de 17,2% em janeiro, na comparação com dezembro, totalizando R$ 593,3 bilhões, segundo informou o Banco Central nesta quarta-feira (25). No acumulado de 12 meses, o indicador apresenta crescimento de 9,2%. Os dados divulgados não passaram por ajuste sazonal.
No segmento de pessoas físicas, as concessões caíram 8,8% no mês, somando R$ 331,2 bilhões. Na comparação anual, houve avanço de 10,8%. Para empresas, o recuo foi ainda mais acentuado: 25,8%, com operações que totalizaram R$ 262,1 bilhões. Em 12 meses, o crescimento ficou em 7,3%.
Juros médios sobem
A taxa média de juros no crédito livre subiu de 46,6% (revisado, de 47,2%) em dezembro para 47,8% em janeiro. Em janeiro de 2023, a taxa era de 42,5%.
Para pessoas físicas, o juro médio avançou de 60,1% para 61,0%. Já para empresas, a taxa subiu de 23,6% (revisado, de 25,0%) para 25,2%.
Outras modalidades também apresentaram variações: a taxa do cheque especial recuou de 138,9% (dado revisado, de 138,6%) para 138,7%, enquanto o crédito pessoal total passou de 54,2% para 54,7%. O juro médio para financiamento de veículos subiu de 26,4% para 27,7%.
No crédito total, que engloba operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), a taxa média oscilou de 32,1% (revisado, de 32,4%) para 32,8%. Em janeiro de 2023, estava em 29,9%.
O Indicador de Custo de Crédito (ICC) subiu de 23,3% (dado revisado, de 23,4%) para 23,6%. O índice reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, e indica a taxa média efetivamente paga pelos brasileiros em contratos de crédito em andamento.
Inadimplência avança
A taxa de inadimplência nas operações de crédito livre aumentou de 5,4% em dezembro para 5,5% em janeiro. Entre pessoas físicas, o índice permaneceu em 6,9%. Para empresas, houve alta de 3,1% (revisado, de 3,2%) para 3,3%.
No crédito direcionado, com recursos da poupança e do BNDES, a inadimplência subiu de 2,2% para 2,5% entre dezembro e janeiro.
Considerando o crédito total, que inclui o livre e o direcionado, a taxa de inadimplência passou de 4,0% (revisado, de 4,1%) para 4,2%.
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