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Brasil ainda 'engatinha' na construção de sua resiliência cibernética, afirmam analistas
Especialistas apontam subnotificação e dependência de big techs como desafios para fortalecer a proteção digital do país
O Brasil ainda está dando os primeiros passos na construção de sua resiliência cibernética, segundo analistas do setor. Um levantamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) revelou que o governo federal registrou 14 mil notificações de incidentes e vulnerabilidades cibernéticas apenas entre janeiro e outubro de 2025.
Para o professor Guilherme Neves, os dados refletem a pressão crescente sobre infraestruturas críticas e sistemas governamentais. No entanto, ele ressalta que o número de notificações é baixo e pode ser resultado de subnotificação. "Eu não posso ficar na mão de fornecedores estrangeiros. Os nossos amigos tradicionais podem virar nossos inimigos da noite para o dia. Vimos isso acontecer recentemente durante o governo [Donald] Trump. Por isso, não podemos depender de tecnologias estrangeiras para sistemas críticos", avalia Neves em entrevista à Sputnik Brasil.
Já o especialista em direito digital Alisson Possa destaca que, no momento, é inevitável buscar cooperação internacional no setor. "Precisamos ser realistas. Não temos como fechar 100% ou dar um giro de 180 graus e deixar de contratar big techs no Brasil. Isso não vai acontecer. Não conseguiremos, em um curto espaço de tempo, criar soluções de segurança 100% brasileiras a ponto de não depender delas", pondera.
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