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Investir em legaltech é necessidade estratégica para empresas, afirma especialista
O Brasil possui um dos maiores sistemas judiciais do mundo, com mais de 84 milhões de processos em tramitação e custos que chegam a 1,6% do PIB, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar do tamanho e da relevância do setor, a adoção de tecnologia no judiciário avança de forma lenta, enquanto a judicialização segue em alta. Até outubro de 2024, o CNJ registrou 533.774 novas ações relacionadas a práticas abusivas de consumo, o que equivale a uma média de 1.750 processos por dia. Diante disso, investir em legaltechs se torna estratégico para promover eficiência, produtividade e escalabilidade. Projeções da Future Market Insights indicam que o mercado global de startups jurídicas deve alcançar US$ 68 bilhões até 2034, reforçando o papel crescente dessas soluções no Brasil e no mundo.
Ferramentas digitais já permitem, por exemplo, a varredura de 100 mil processos em apenas cinco dias, com interpretação e organização de dados por meio de LLMs (Large Language Models). Também é possível alcançar um aumento de pelo menos 10 vezes na eficiência de squads jurídicos na revisão de peças processuais, reduzir em mais de 50% os gastos com roteirização de juízes em instrucionais de produtos e acelerar em até 20 vezes a comunicação entre times de suporte e jurídico por meio de painéis autônomos de consulta, segundo dados da DeltaAI, legaltech especializada em inteligência artificial aplicada à gestão jurídica.
Patrícia Carvalho, cofundadora e CEO da DeltaAI, avalia que investir em tecnologia jurídica não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica. “A escalada da litigiosidade exige que as empresas adotem soluções que permitam analisar grandes volumes de dados rapidamente e tomar decisões preventivas. Legaltechs oferecem ganhos de eficiência e redução de riscos, permitindo que o jurídico passe de um papel reativo para um papel proativo dentro das organizações", afirma.
Embora a adesão ainda seja considerada baixa no setor jurídico, o impacto da tecnologia é comprovado. Grandes organizações já registram resultados significativos, como o Bradesco, por exemplo, que economizou cerca de R$ 24 milhões ao automatizar processos jurídicos e operacionais, utilizando inteligência artificial para análise de documentos e decisões internas, de acordo com dados divulgados pelo banco.
Para a especialista, a mudança também exige uma transformação cultural dentro das organizações. “Investir em legaltech significa antecipar problemas antes que se tornem litígios, aumentar a produtividade do jurídico e garantir que a estratégia da empresa esteja alinhada à prevenção de riscos. É uma forma de proteger o negócio e gerar valor real para o cliente”, completa Carvalho.
Sobre a DeltaAI
A DeltaAI é uma legaltech comprometida com o desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial para transformar a maneira como as empresas lidam com riscos jurídicos. Grandes volumes de dados são analisados para identificar padrões de insatisfação, prever disputas e sugerir ações preventivas, permitindo que conflitos entre empresas e clientes sejam resolvidos antes de chegarem aos tribunais.
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