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Dólar avança após três quedas, influenciado por tarifas dos EUA

Nova tarifa global dos EUA, abaixo do esperado, e cenário externo elevam dólar e juros futuros; contas externas do Brasil também em destaque.

24/02/2026
Dólar avança após três quedas, influenciado por tarifas dos EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O dólar opera em alta nesta terça-feira, 24, no mercado à vista, após registrar três sessões consecutivas de queda. Apesar do avanço, a moeda americana ainda acumula recuo de cerca de 1,51% no mês e de 5,84% no ano até a véspera.

Os juros futuros também sobem, acompanhando o movimento do dólar e a elevação dos rendimentos curtos e intermediários dos Treasuries, após a entrada em vigor das novas tarifas globais dos Estados Unidos, fixadas em 10% — abaixo dos 15% inicialmente mencionados pelo presidente Donald Trump. A medida foi possível após a Suprema Corte dos EUA barrar parte do chamado "tarifaço" previsto para 2025.

As novas tarifas preveem exceções para produtos como carne, café e aviões, favorecendo exportadoras brasileiras. No entanto, a possibilidade de adoção de novas sobretaxas sob o argumento de segurança nacional mantém as incertezas e mantém a guerra comercial em evidência.

No cenário doméstico, o Banco Central informou que o Brasil registrou déficit em conta corrente de US$ 8,36 bilhões em janeiro, acima das expectativas do mercado. Apesar do resultado negativo em relação a dezembro, o déficit foi menor do que o registrado em janeiro de 2025. Em 12 meses, o déficit caiu de 3,03% para 2,92% do PIB, atingindo o menor patamar desde novembro de 2024.

A entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) somou US$ 8,168 bilhões em janeiro, superando a mediana das projeções. No acumulado de 12 meses, o fluxo chegou a US$ 79,137 bilhões, equivalente a 3,42% do PIB.

No noticiário político e fiscal, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o governo Lula estuda a implementação de tarifa zero no transporte público.

Já o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, revogou decreto que incluía hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, após críticas de comunidades locais à concessão das rotas amazônicas à iniciativa privada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também indicou a intenção de se reunir com Donald Trump por volta de 16 de março, nos Estados Unidos.

Na Argentina, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) confirmou um novo surto de gripe aviária H5 de alta patogenicidade em aves comerciais na cidade de Ranchos, província de Buenos Aires.