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Estresse no trabalho: quando é a hora de parar?

Lara Alves 24/02/2026
Estresse no trabalho: quando é a hora de parar?
- Foto: Divulgação

O limite entre empenho profissional e esgotamento físico e mental tornou-se uma das fronteiras mais desafiadoras da atualidade. Ao observarmos de perto as transformações no ambiente corporativo, percebemos uma mudança importante: empresas que antes se limitavam à entrega técnica passam a assumir também um papel de responsabilidade humana. Mais do que prestar consultoria, buscam se posicionar como vozes conscientes, capazes de questionar o ritmo frenético da hiperconexão. Esse movimento convida líderes e colaboradores a uma reflexão essencial sobre saúde integral, entendendo que desempenho sustentável não existe sem equilíbrio psíquico e físico.

Identificar a “hora de parar” não é fraqueza, é maturidade emocional.
Para a Life DH, o estresse crônico costuma se manifestar de forma persistente e silenciosa, surgindo quando a pessoa começa a perceber uma desconexão profunda com suas próprias funções. Nesse estágio, o trabalho que antes era fonte de propósito passa a ser vivido com indiferença e, pouco a pouco, a energia diminui, a produtividade cai e se instala um ciclo recorrente de frustração.

De acordo com Fernanda Macedo, psicóloga e diretora da Life DH, o corpo costuma emitir sinais claros muito antes de a mente reconhecer o esgotamento. “Sintomas como insônia recorrente, tensões musculares persistentes e hiperreatividade emocional são alertas de que o organismo está operando no limite. Quando esses sinais são ignorados em nome de uma cultura de entrega ininterrupta, o risco de evolução para o burnout torna-se iminente”, explica.

A especialista defende que a solução não está apenas na resiliência individual, mas em uma transformação genuína da cultura organizacional. “Acreditamos que ambientes psicologicamente seguros, onde pausas são respeitadas e os limites humanos são legitimados, tendem a ser não apenas mais saudáveis, mas também mais produtivos e sustentáveis no longo prazo. Recalcular a rota, estabelecer fronteiras digitais e buscar apoio profissional são movimentos essenciais para quem precisa reencontrar o equilíbrio”, afirma.

Em um mundo que normalizou o excesso, parar pode ser um dos atos mais responsáveis, e estratégicos, que um profissional pode tomar. Cuidar da saúde mental deixou de ser uma escolha individual para se tornar uma responsabilidade organizacional.