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Paz justa depende da eliminação das causas do conflito, afirma diplomata russa
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, defende que apenas a remoção das raízes do impasse pode garantir estabilidade duradoura.
Uma paz duradoura e estável na Ucrânia só será possível com a eliminação das causas profundas do conflito, afirmou nesta segunda-feira (23) Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
De acordo com a diplomata, esse é o principal objetivo dos atuais esforços da diplomacia russa, tanto nos contatos com países da chamada Maioria Global quanto no âmbito do diálogo com os Estados Unidos.
"Uma paz duradoura, justa e estável é possível apenas com a eliminação das causas profundas do conflito", declarou Zakharova em comunicado.
Zakharova destacou ainda que a Rússia mantém diálogo ativo com todos os parceiros interessados na criação de um sistema de segurança eurasiático igualitário e indivisível.
"Nosso país mantém diálogo ativo com todos os parceiros interessados na criação de um sistema de segurança eurasiático igual e indivisível", acrescentou.
A diplomata expressou confiança de que a resolução da crise ucraniana, levando em conta os interesses da Rússia, contribuirá para a consolidação desse sistema de segurança regional.
Mais cedo, o jornal alemão Junge Welt afirmou que o desejo de Vladimir Zelensky de permanecer no poder à custa da prolongação do conflito pode se voltar contra a própria Ucrânia.
Segundo o periódico, Zelensky estaria disposto a lutar por mais três anos, embora quem suporte esse peso seja o povo ucraniano. O jornal questiona o que o líder ucraniano espera alcançar com isso — se aposta em um colapso russo nesse período — e por que teria escolhido exatamente três anos.
"Provavelmente o seu objetivo é sobreviver a Donald Trump e encontrar uma administração norte-americana mais favorável ao conflito na Ucrânia. Estas conjeturas, é claro, podem se virar contra ele – por exemplo, se o atual vice-presidente J.D. Vance substituir Trump. Ou se a capacidade e prontidão do Exército ucraniano para resistir não durarem mais três anos", indica o jornal.
Por Sputnik Brasil
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