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Estratégia da China para garantir mais recursos contrasta com a dos EUA, apontam estudos

Enquanto os EUA elevam tarifas e adotam postura protecionista, China reduz impostos de importação e amplia laços com países em desenvolvimento.

21/01/2026
Estratégia da China para garantir mais recursos contrasta com a dos EUA, apontam estudos
China reduz tarifas de importação enquanto EUA aumentam impostos, revela estudo internacional. - Foto: © Foto / Twitter / Reprodução

Enquanto os Estados Unidos intensificam medidas protecionistas com aumentos tarifários, a China adota estratégia oposta: mantém baixos os impostos de importação e anuncia novos cortes para ampliar o acesso a recursos estratégicos e fortalecer relações com países em desenvolvimento.

Segundo a Economist Intelligence Unit (EIU), braço de pesquisa do grupo da revista britânica The Economist, a tarifa média efetiva da China caiu de forma contínua na última década, atingindo apenas 1,3% em 2025 — um dos índices mais baixos do mundo.

No ano passado, o governo chinês anunciou que reduzirá a zero as tarifas para a maioria das importações provenientes da África, sinalizando uma abertura comercial que contrasta com a postura dos Estados Unidos, que caminham para o protecionismo.

Em contrapartida, a tarifa efetiva dos EUA subiu para 11,2% em 2025, o maior patamar desde 1943, após uma série de medidas implementadas pelo presidente Donald Trump, incluindo ameaças de novos impostos a países europeus.

"A China aplica tarifas baixas ou nulas às matérias-primas, que compõem a maior parte de suas importações", explica Xu Tianchen, economista sênior da EIU, ao jornal South China Morning Post. Segundo ele, insumos essenciais como petróleo, gás natural e minério de ferro entram no país com carga tarifária mínima.

Já nos Estados Unidos, consumidores e importadores absorvem quase todo o custo das tarifas impostas pela Casa Branca, aponta estudo do Instituto de Economia Mundial de Kiel divulgado nesta semana.

Os dados contradizem as declarações de Trump sobre o impacto dessas medidas, indicando que o ônus principal da política tarifária recai atualmente sobre a economia norte-americana.

Por Sputnik Brasil