Geral
Groenlândia orienta população a se preparar para possível incursão dos EUA
Autoridades groenlandesas recomendam estoques de alimentos e anunciam campanha de informação diante de ameaças de Washington.
Ministro das Finanças também faz alerta e pede que moradores façam estoques de comida para cinco dias.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, orientou os cidadãos a se prepararem para uma eventual incursão militar dos Estados Unidos no território.
De acordo com a emissora de rádio local KNR, Nielsen afirmou que, embora o "uso da força militar seja improvável, não pode ser descartado".
"O líder do outro lado [Donald Trump] deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo", declarou Nielsen.
O ministro das Finanças da Groenlândia, o ex-primeiro-ministro Mute Egede, também recomendou que os moradores mantenham suprimentos de comida suficientes para cinco dias. Segundo Egede, as autoridades groenlandesas estão preparando uma "campanha de informação" para orientar a população, com uma série de comunicados públicos previstos para os próximos dias.
A situação em torno da Groenlândia
Desde o início de seu segundo mandato, Donald Trump tem reiterado que a Groenlândia deveria integrar os Estados Unidos. Após a operação militar na Venezuela, o presidente americano intensificou as declarações, alegando que submarinos russos e chineses estariam posicionados ao redor da ilha, enquanto as defesas locais seriam limitadas a "dois trenós puxados por cães".
As afirmações provocaram forte rejeição entre autoridades e residentes da Groenlândia, que se opõem à anexação pelo governo norte-americano. A proposta também não encontrou respaldo na Europa.
Como resposta, a Casa Branca anunciou tarifas de 10% sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, com início em 1º de fevereiro. As tarifas subirão para 25% em junho e, segundo o governo dos EUA, permanecerão até a "aquisição plena e completa da ilha".
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou a situação como extraordinária sob o ponto de vista do direito internacional, reiterando que a Rússia reconhece a Groenlândia como parte da Dinamarca.
Com informações de Sputinik Brasil
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