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Bolsas de NY fecham em forte queda após feriado, sob impacto de tensões sobre a Groenlândia

Índices recuam até 2,39% com aversão ao risco e temores de escalada comercial entre EUA e Europa; tecnologia e bancos lideram perdas

20/01/2026
Bolsas de NY fecham em forte queda após feriado, sob impacto de tensões sobre a Groenlândia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram a terça-feira, 20, com quedas expressivas, no retorno do feriado de Martin Luther King, que manteve os mercados americanos fechados na segunda-feira. O ambiente foi marcado pela aversão global ao risco, em meio a tensões diplomáticas entre Washington e aliados europeus, que penalizaram principalmente ações do setor de tecnologia.

O Dow Jones recuou 1,76%, fechando aos 48.488,59 pontos. O S&P 500 teve queda de 2,06%, aos 6.796,86 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 2,39%, encerrando o dia em 22.954,32 pontos.

Segundo análise do Deutsche Bank, o mercado ainda pode registrar movimentos mais intensos caso a retórica entre Estados Unidos e Europa se eleve. Na véspera, o presidente Donald Trump se recusou a descartar o uso da força para tomar a Groenlândia, o que elevou temores de retaliações comerciais europeias, especialmente após declarações contundentes de diversas autoridades do bloco.

Entre as empresas mais afetadas, o CEO da 3M, Bill Brown, destacou que as tarifas ameaçadas por Trump sobre oito países europeus podem gerar um impacto de até US$ 40 milhões nos lucros da companhia em 2026. As ações da 3M recuaram 6,98%, em dia marcado também pela divulgação de seu balanço financeiro.

A situação se agrava com a expectativa pela decisão da Suprema Corte sobre as tarifas, que pode limitar ainda mais a atuação de Trump no tema. Apesar disso, o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o governo está preparado para adotar medidas alternativas, caso necessário.

No setor de tecnologia, as ações caíram em bloco, pressionando especialmente empresas como Nvidia, Apple, Amazon e Meta – integrantes das "Sete Magníficas". A exceção foi a Intel, que subiu 3,41% após receber apoio do governo dos EUA.

Já a Netflix começou o dia em alta, mas encerrou com queda de 1,08%, após captar US$ 8,2 bilhões em dívida adicional para financiar a compra do estúdio e do negócio de streaming da Warner Bros. Discovery. A empresa acumula agora US$ 42,2 bilhões em empréstimos-ponte.

Os bancos americanos também registraram perdas relevantes: Citigroup (-4,41%), Morgan Stanley (-3,73%) e JPMorgan (-3,10%) lideraram as baixas, fazendo o índice bancário KBW do Nasdaq recuar 1,70%.