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FMI revisa projeções do PIB para EUA e China em 2026, mas reduz estimativas para 2025
Relatório trimestral aponta crescimento mais forte para as maiores economias em 2026, mas prevê desaceleração no próximo ano devido a fatores internos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) das duas maiores economias do mundo em 2026, mas reduziu as estimativas para o próximo ano, citando fatores domésticos. Os dados fazem parte da atualização trimestral das Perspectivas Econômicas Globais, divulgada nesta terça-feira.
De acordo com o FMI, a economia dos Estados Unidos deve crescer 2,4% em 2026, acima da previsão anterior de 2,1% feita em outubro. Para 2025, a estimativa passou de 2% para 2,1%. Já para 2027, a expectativa é de desaceleração, com avanço de 1,9%.
No caso norte-americano, o relatório destaca que investimentos e gastos em tecnologia contribuíram para elevar em 0,3 ponto percentual a média anualizada do PIB nos três primeiros trimestres de 2025, compensando parcialmente os impactos do shutdown previsto para o quarto trimestre. Para o próximo ano, incentivos fiscais do pacote conhecido como "Big Beautiful Bill" devem dar suporte à economia no curto prazo, juntamente com gastos mais moderados em tecnologia, superando a redução na imigração e no consumo.
Para a China, o FMI projeta desaceleração do PIB para 4,5% em 2026 e 4% em 2027, após crescimento de 5% em 2025. Em outubro, as estimativas eram de 4,2% para ambos os anos de 2026 e 2027, e 4,8% em 2025. O relatório ressalta que Pequim ainda enfrenta demanda interna fraca e desafios no setor imobiliário, parcialmente compensados por exportações resilientes. O FMI avalia que esses obstáculos tendem a se ajustar no próximo ano, ao passo que a inflação deve ganhar força.
Entre as economias desenvolvidas, o Fundo projeta expansão de 1,8% em 2026 e 1,7% em 2027. Na zona do euro, a expectativa é de crescimento de 1,3% neste ano, acima da projeção anterior de 1,2%, acelerando para 1,4% em 2027. No Japão, a previsão para o PIB subiu para 0,7% em 2026, enquanto a estimativa de desaceleração para 0,6% em 2027 foi mantida, assim como a expectativa de moderação da inflação neste ano e convergência para a meta de 2% em 2025.
O FMI também destacou que o aumento dos gastos com defesa, motivado por tensões geopolíticas, teve impacto limitado no último ano e deve se intensificar gradualmente até 2035. Na Europa, o relatório aponta que os gastos públicos da Alemanha e o desempenho robusto da Irlanda e da Espanha devem impulsionar o crescimento econômico a partir de 2027.
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