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FMI prevê desaceleração do comércio global para 2,6% em 2025

Relatório trimestral do Fundo aponta recuperação moderada a partir de 2027 e destaca influência de tarifas e tecnologia no cenário global.

19/01/2026
FMI prevê desaceleração do comércio global para 2,6% em 2025
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma desaceleração significativa no volume do comércio global, com crescimento estimado de 2,6% em 2025, ante os 4,1% registrados em 2024. Os dados constam da atualização trimestral das Perspectivas Econômicas Globais, divulgada nesta segunda-feira, 19. Apesar da redução, as novas projeções representam uma leve melhora em relação às estimativas de outubro, que eram de 2,3% para 2025 e 3,6% para o ano anterior. Para 2027, o FMI mantém a expectativa de aceleração, com alta prevista de 3,1%.

Segundo o relatório, o comércio global segue relativamente resiliente, impulsionado principalmente pela expansão das exportações de tecnologia, que compensam perdas em outros setores. O FMI ressalta ainda que o desempenho de 2023 foi influenciado pelo adiantamento de tarifas dos Estados Unidos, o que resultou em aumento de estoques em diversos países, além de ajustes nos fluxos comerciais diante de novas políticas.

"No médio prazo, pacotes fiscais expansionistas em economias com superávit em conta corrente devem contribuir para a redução dos desequilíbrios globais, juntamente com o fortalecimento dos investimentos em negócios de tecnologia", destaca o documento. O relatório aponta ainda que os Estados Unidos tendem a ser os principais beneficiários dos novos fluxos de capital, mesmo com alguma moderação prevista para os próximos anos.

As projeções do FMI consideram apenas dados até dezembro de 2025 e assumem a manutenção das políticas vigentes até então. Dessa forma, não contemplam alterações recentes, como o acordo comercial entre EUA e Taiwan ou novas tarifas impostas a países ligados ao Irã ou à Groenlândia.

Em dezembro, a taxa efetiva de tarifas dos Estados Unidos ficou em 18,5%, levemente abaixo da estimativa anterior de 18,7%. Já a tarifa média praticada pelo restante do mundo permaneceu estável em 3,5%.