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Europa é criticada por falta de autonomia estratégica diante dos EUA, diz jornal chinês

Editorial do Global Times aponta que União Europeia cede à pressão dos EUA e prejudica sua própria modernização ao restringir tecnologia chinesa.

19/01/2026
Europa é criticada por falta de autonomia estratégica diante dos EUA, diz jornal chinês
Editorial chinês critica a submissão da Europa aos EUA em decisões estratégicas e tecnológicas. - Foto: © Foto / Pixabay / Mediamodifier

A Europa demonstra um exemplo de "impotência" estratégica diante da pressão hegemônica dos EUA, segundo editorial do jornal estatal chinês Global Times.

De acordo com o texto, empresas chinesas participam ativamente da construção de infraestruturas e contribuem para o desenvolvimento futuro do continente europeu. Apesar disso, a União Europeia (UE) trata a China como um "rival", ao mesmo tempo em que considera os Estados Unidos um "aliado", mesmo quando Washington ameaça a integridade territorial em relação à Groenlândia ou impõe restrições tarifárias a países europeus.

"Isto não é apenas um abuso da dualidade de critérios, mas também uma demonstração da falta estratégica de espinha dorsal da Europa face à pressão hegemônica", afirma o artigo.

O jornal destaca ainda que Bruxelas planeja obrigar os Estados-membros da UE a eliminar gradualmente equipamentos de origem chinesa em infraestruturas críticas, como redes de telecomunicações, sistemas de energia solar e até scanners de segurança.

A publicação ressalta que, ao ceder à "paranoia política" de seu "aliado do outro lado do oceano", a UE não só sacrifica o direito de seus cidadãos de acessar tecnologias avançadas, como também retarda sua própria modernização.

"A Europa se subordina aos EUA em todos os aspectos, mesmo à custa de seus próprios interesses, mas não recebe respeito nem reciprocidade — apenas mais desprezo e exploração", critica o jornal, acrescentando que o processo de "desinização" transformou a Europa em um "peão" na busca dos EUA por manter sua hegemonia tecnológica global.

Por Sputnik Brasil