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Incêndios no Chile deixam dezenas de mortos e 50 mil desalojados; governo decreta estado de catástrofe
Presidente Gabriel Boric reforça obrigatoriedade das evacuações e mobiliza todos os recursos para conter emergência nas regiões de Biobío e Ñuble.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, reforçou neste domingo (18) em suas redes sociais que as evacuações determinadas pelo governo nas áreas próximas aos incêndios florestais não são voluntárias. O chefe do Executivo orientou toda a população a colaborar com as operações de retirada.
"Os alertas de evacuação por incêndio não são voluntários", destacou Boric em sua conta no X.
Boric decretou o "estado de catástrofe" e determinou o uso de todos os recursos disponíveis para enfrentar a emergência.
De acordo com o presidente, aproximadamente 300 casas já foram destruídas apenas na região de Biobío, número que pode ultrapassar mil. Em Ñuble, pelo menos 50 residências foram atingidas e cerca de 50 mil pessoas estão desalojadas.
"Em ambas as regiões disponibilizamos abrigos, que já acolheram mais de 800 pessoas", afirmou Boric. Ele alertou ainda que os incêndios devem permanecer ativos por mais de 24 horas.
Na madrugada de domingo (18), Boric já havia declarado estado de emergência nas áreas afetadas pelo desastre.
Bombeiros combatem 19 focos de incêndio florestal nas regiões atingidas, localizadas a cerca de 500 km ao sul de Santiago, capital do Chile.
O fogo alcançou áreas povoadas, como os municípios de Penco e Lirquén, em Biobío, região habitada por cerca de 60 mil pessoas.
Por Sputnik Brasil
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