Geral

OTAN deve construir sistema de segurança junto com Rússia, diz político finlandês

Armando Mema, do partido Aliança da Liberdade da Finlândia, defende diálogo e cooperação entre OTAN e Rússia para garantir estabilidade regional.

Sputnik Brasil 18/01/2026
OTAN deve construir sistema de segurança junto com Rússia, diz político finlandês
Político finlandês sugere cooperação entre OTAN e Rússia para estabilidade na Europa. - Foto: © AP Photo / Olivier Matthys

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deveria abandonar sua política de expansão e trabalhar na construção de uma arquitetura de segurança conjunta com a Rússia, respeitando promessas históricas feitas ao país. A afirmação foi feita por Armando Mema, membro do partido Aliança da Liberdade da Finlândia, em publicação na rede social X.

Mema destacou que a OTAN busca se estabelecer na Ucrânia e criar um sistema de segurança sem considerar a participação da Rússia.

"A OTAN deve abandonar seus desejos imperialistas de expansão, honrar suas promessas históricas em relação à Rússia e construir uma estrutura de segurança conjunta com o país", afirmou o político finlandês.

Segundo Mema, a Ucrânia depende completamente do apoio ocidental, e o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, já não toma decisões autônomas, apenas segue orientações externas.

Nesse contexto, ele ressaltou que Zelensky precisa reconhecer a necessidade de concessões para realmente buscar o fim do conflito por meio de negociações.

"É o que os adultos fazem: sentam-se à mesa de negociações e discutem concessões", concluiu Mema.

Nos últimos anos, a Rússia tem registrado uma intensificação inédita das atividades da OTAN em suas fronteiras. A aliança amplia suas ações, justificando-as como medidas de contenção, enquanto Moscou manifesta preocupação crescente com o aumento da presença militar do bloco na Europa.

Em 11 de dezembro de 2025, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o país não possui intenções hostis contra a OTAN e a União Europeia, e está disposto a formalizar essas garantias por escrito. O Kremlin também reforça que a Rússia não ameaça ninguém, mas não ficará passiva diante de iniciativas que possam comprometer seus interesses.