Geral

Bolsas de Nova York encerram em baixa com tensão geopolítica e balanços de bancos

Mercados reagem a incertezas envolvendo Irã, dados econômicos dos EUA, Federal Reserve e resultados corporativos

14/01/2026
Bolsas de Nova York encerram em baixa com tensão geopolítica e balanços de bancos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira (14), em meio à cautela dos investidores diante das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, à divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e às expectativas para os juros do Federal Reserve (Fed). O dia também foi marcado por uma nova rodada de balanços de grandes bancos.

O índice Dow Jones recuou 0,09%, aos 49.149,63 pontos. O S&P 500 registrou queda de 0,53%, encerrando aos 6.926,97 pontos, enquanto o Nasdaq teve baixa de 1,00%, aos 23.471,75 pontos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, adotou um tom mais moderado em relação ao Irã, afirmando ter sido informado de que o regime de Teerã interromperá execuções contra manifestantes — uma das condições impostas por Trump para evitar ataques ao país persa. Apesar disso, os temores geopolíticos continuaram pressionando Wall Street, e a fala do presidente trouxe apenas um alívio pontual, refletido principalmente nas ações de petrolíferas, que reduziram ganhos acompanhando o recuo do petróleo.

Antes desse movimento, os papéis da Chevron e da Exxon Mobil chegaram a subir quase 4%, impulsionados por relatos sobre possíveis avanços em concessões para operações na Venezuela e pela liberação da venda de petróleo para os EUA. No fechamento, as ações registraram altas de 2,12% e 2,93%, respectivamente.

Trump também rebateu críticas do CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, sobre a investigação do Departamento de Justiça no Fed, afirmando que Dimon estava "errado" ao sugerir que a independência do banco central estaria sendo comprometida. No setor bancário, Citigroup, Bank of America e Wells Fargo encerraram o dia com perdas de 3,36%, 3,71% e 4,61%, respectivamente, após resultados corporativos divergentes decepcionarem o mercado.

A Tesla recuou 1,80%, após o CEO Elon Musk anunciar que a montadora deixará de vender o sistema Full Self-Driving a partir de 14 de fevereiro, passando a oferecer o recurso apenas por assinatura mensal. A Netflix, que iniciou o pregão em alta, também foi afetada pelo clima negativo e fechou em baixa de 1,98%, mesmo diante de notícias sobre uma possível nova oferta em dinheiro da Warner Bros. Discovery (0,80%).

A Nvidia caiu 1,44%, após o governo Trump informar que a empresa deverá atender a novos requisitos de segurança para exportar seus chips de inteligência artificial H200 à China. O movimento refletiu ainda uma fuga mais ampla do setor de tecnologia e das chamadas Sete Magníficas, impactando também Meta (-2,46%), Amazon (-2,43%) e Microsoft (-2,37%).

No cenário macroeconômico, a Capital Economics avaliou que o avanço nas leituras anuais do PPI e do núcleo em novembro não deve preocupar significativamente o Fed. Investidores acompanharam ainda o aumento das vendas no varejo americano em novembro e a divulgação do Livro Bege do Fed, que apontou expansão leve da atividade na maioria dos distritos.