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Petróleo sobe mais de 1% com tensões no Irã e possível intervenção dos EUA
Cotações atingem maiores níveis em meses diante dos protestos no Irã e ameaças de ação militar americana.
O preço do petróleo encerrou o pregão desta quarta-feira, 14, em alta superior a 1%, impulsionado pela escalada de tensões no Irã. Os protestos contra o regime e a repressão no país aumentam as expectativas de uma possível intervenção dos Estados Unidos, o que pode elevar o conflito a um novo patamar.
O barril do WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 1,42% (US$ 0,87), fechando a US$ 62,02. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,6% (US$ 1,05), encerrando a US$ 66,52. Ambos renovaram os maiores patamares desde outubro e setembro de 2025, respectivamente.
Após ameaças do presidente Donald Trump de intervir diante da repressão à onda de protestos, que já deixou mais de 3 mil mortos no Irã, o país avisou a aliados de Washington no Oriente Médio que pode atacar bases americanas em seus territórios caso haja ofensiva contra Teerã.
De acordo com a agência Reuters, dois oficiais europeus afirmaram que uma intervenção militar americana parece provável, sendo que um deles sugeriu que isso pode ocorrer nas próximas 24 horas. Um oficial israelense também declarou que Trump já teria decidido intervir.
“Os riscos para o mercado de petróleo decorrentes da crescente instabilidade no Irã são muito maiores do que na Venezuela. Isso se deve não apenas ao fato de o Irã produzir muito mais petróleo, mas também ao maior número de pontos críticos que poderiam comprometer o fornecimento global”, avalia a Capital Economics.
Nesse contexto, analistas demonstram preocupação com possíveis ataques a campos de produção e um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz, embora a Capital Economics considere esse cenário pouco provável.
Os investidores também acompanharam a divulgação do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que manteve as projeções para oferta e demanda em 2026 e reiterou estimativas para o crescimento econômico global. Além disso, os estoques semanais de petróleo e gasolina nos EUA apresentaram alta bem acima do esperado.
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