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Dinamarca rejeita plano de Trump para anexação da Groenlândia

Líderes dinamarqueses e groenlandeses reafirmam oposição à proposta dos EUA após reunião na Casa Branca.

14/01/2026
Dinamarca rejeita plano de Trump para anexação da Groenlândia
Dinamarca rejeita plano de Trump para anexação da Groenlândia - Foto: Reprodução

Autoridades da Dinamarca e da Groenlândia deixaram uma reunião na Casa Branca com o vice-presidente americano, J. D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, reiterando discordâncias fundamentais de Copenhague e Nuuk em relação ao plano do presidente Donald Trump de comprar ou anexar a ilha ártica.

O chanceler dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, afirmou a jornalistas, ao sair do encontro, que não considera essencial para os Estados Unidos anexar a ilha, embora reconheça que a segurança no Ártico é uma preocupação comum entre dinamarqueses, groenlandeses e norte-americanos.

"Compartilhamos, em certa medida, as preocupações de Trump", declarou Rasmussen. "Definitivamente, há uma nova situação de segurança no Ártico. Nosso objetivo é encontrar um denominador comum."

A chanceler da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, e outros diplomatas também participaram da reunião. A Groenlândia é um território semiautônomo da Dinamarca desde 1953 e foi colonizada pelo reino escandinavo no século XVIII.

Desde o seu primeiro mandato, Trump manifesta interesse em comprar ou anexar a Groenlândia. No entanto, após retornar ao cargo no ano passado, intensificou a retórica, chegando a sugerir a anexação militar do território.

A possibilidade de um ataque direto a um território autônomo pertencente a um país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentou as preocupações na Europa sobre o crescente antagonismo dos EUA em relação a antigos aliados.

Mais cedo, o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, afirmou que Copenhague está reforçando seu contingente militar na Groenlândia.

"Continuaremos fortalecendo nossa presença militar na Groenlândia, mas também insistiremos junto à Otan por mais exercícios e uma maior presença da aliança no Ártico", declarou Poulsen.

Com informações de agências internacionais.