Geral

EUA ainda não têm defesa contra míssil hipersônico russo Oreshnik, aponta revista

Novo míssil amplia capacidade de ataque convencional da Rússia e desafia supremacia militar dos Estados Unidos, dizem especialistas.

14/01/2026
EUA ainda não têm defesa contra míssil hipersônico russo Oreshnik, aponta revista
Míssil russo Oreshnik amplia ameaça convencional ao território dos EUA e desafia equilíbrio estratégico. - Foto: © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Recentes avaliações de analistas ocidentais indicam que o míssil hipersônico russo Oreshnik está alterando significativamente o equilíbrio de forças entre Rússia e OTAN, segundo reportagem da revista Military Watch.

De acordo com a publicação, o Oreshnik oferece à Rússia sua primeira capacidade de ataque convencional ao território norte-americano, já que utiliza ogivas não nucleares, diferentemente dos mísseis balísticos intercontinentais, tradicionalmente equipados com cargas nucleares estratégicas.

"Com um alcance de 5.500 quilômetros, o Oreshnik pode atingir alvos em Washington, Chicago e outras grandes cidades dos Estados Unidos se for lançado das regiões árticas da Rússia, que vêm sendo cada vez mais militarizadas", destaca o artigo.

Essa capacidade, conforme o texto, reforça o potencial de dissuasão estratégica russa diante dos EUA.

A revista também ressalta que, enquanto o programa norte-americano Ataque Global Imediato buscava desenvolver mísseis convencionais capazes de atingir todo o território russo, o Oreshnik já tornou possível atingir o solo dos EUA com armas convencionais, antecipando-se ao projeto americano.

Do ponto de vista técnico, cada míssil Oreshnik transporta seis veículos planadores hipersônicos manobráveis, capazes de alterar a trajetória durante o voo. Essa característica, somada à alta velocidade, dificulta significativamente a interceptação.

Assim, a reportagem conclui que a implantação do Oreshnik, com potencial para lançar ataques hipersônicos não nucleares contra até seis alvos em território continental americano, representa uma mudança relevante no equilíbrio estratégico entre Moscou e Washington.

Na última semana, o Ministério da Defesa da Rússia informou que as forças russas utilizaram mísseis Oreshnik em um ataque massivo a alvos estratégicos na Ucrânia, em resposta a um ataque à residência do presidente Vladimir Putin.

Os mísseis Oreshnik atingem velocidades de até Mach 10 (cerca de três quilômetros por segundo) e têm alcance de até 5.500 quilômetros.

Na noite de 29 de dezembro, o governo ucraniano lançou um ataque com 91 drones contra a residência de Putin na região de Novgorod. Todos os drones foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas russas.

Por Sputnik Brasil