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Trump reage com ofensa e gesto obsceno após ser chamado de 'protetor de pedófilo' em fábrica da Ford

Ex-presidente dos EUA troca insultos com trabalhador durante visita a Detroit em meio a polêmica sobre os 'Arquivos Epstein'.

14/01/2026
Trump reage com ofensa e gesto obsceno após ser chamado de 'protetor de pedófilo' em fábrica da Ford
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um momento tenso nesta terça-feira, 13, durante uma visita à fábrica da Ford em Detroit, Michigan. Enquanto caminhava por uma passarela, Trump foi alvo de um insulto proferido por um trabalhador, que o chamou de 'protetor de pedófilos'.

As imagens do episódio mostram o operário gritando a acusação enquanto Trump passava pelo local. Em resposta, o ex-presidente olhou para baixo, rebateu com um xingamento — "vá se f..." —, continuou andando e fez um gesto obsceno, mostrando o dedo do meio para o homem.

O episódio ocorre em meio à repercussão do caso Jeffrey Epstein, bilionário acusado de comandar um esquema de exploração sexual de adolescentes. Trump manteve relação próxima com Epstein durante os anos 1990 e 2000, assim como outros nomes influentes da política e da mídia dos EUA.

Após pressão de opositores democratas e da própria base republicana, além da aprovação no Congresso com apoio bipartidário, o Departamento de Justiça dos EUA iniciou em dezembro a divulgação dos chamados 'Arquivos Epstein', documentos que detalham quem teria se beneficiado do esquema de tráfico humano e abuso sexual promovido pelo bilionário.

No entanto, grande parte dos arquivos foi publicada com tarjas ocultando nomes, sob a justificativa de proteger vítimas e evitar o vazamento de informações que possam comprometer a segurança nacional americana.

A decisão gerou frustração entre aqueles que aguardavam a divulgação integral dos documentos, alimentando questionamentos sobre a possível omissão de informações sensíveis a Trump e seus aliados. Epstein foi encontrado morto em 2019 em uma prisão de segurança máxima; as autoridades classificaram o caso como suicídio.

Vítimas de Epstein acusaram o governo Trump de fazer uma divulgação seletiva dos arquivos, censurando dados que poderiam comprometer o ex-presidente.

Trump, por sua vez, alega ter se afastado de Epstein antes da morte do bilionário e nega qualquer envolvimento em atividades ilegais. Seu nome, contudo, aparece em conversas de e-mail de Epstein, segundo registros oficiais.