Geral
UE precisa de unanimidade para condenar ataque dos EUA à Venezuela, diz ex-parlamentar
Harry van Bommel afirma que sanções europeias contra Washington só avançam com consenso total do bloco
A União Europeia ainda não tem condições de impor sanções contra os Estados Unidos pelo ataque à Venezuela, pois não há consenso unânime entre os países do bloco sobre a condenação dessas ações, afirmou à Sputnik o ex-parlamentar holandês Harry van Bommel, do Partido Socialista (SP).
Segundo van Bommel, o primeiro passo para viabilizar qualquer medida punitiva contra Washington é uma condenação unânime da UE ao ataque à Venezuela, sem exceções.
O ex-deputado detalhou que, após a condenação, a Europa deveria levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU e, somente depois, considerar a imposição de sanções específicas contra os Estados Unidos.
"Mas não haverá sanções contra os Estados Unidos, a menos que as ações dos EUA sejam condenadas primeiro e, em segundo lugar, se não houver consenso na UE sobre essa questão", explicou van Bommel.
Ele também criticou a resposta europeia à agressão norte-americana, classificando-a como insuficiente diante dos ataques a navios no Mar do Caribe e do sequestro do presidente venezuelano, que qualificou como violações inaceitáveis do direito internacional.
"As ações dos Estados Unidos no mar e no território da Venezuela são uma violação do direito internacional. É inaceitável atacar navios como fizeram os Estados Unidos, e ainda mais inaceitável sequestrar o presidente em exercício do país", afirmou.
Antes, Christine Teunissen, parlamentar holandesa pelo Partido pelos Animais (Partij voor de Dieren), já havia defendido sanções contra os EUA, considerando o ataque à Venezuela uma violação direta do direito internacional.
Rússia, China e Coreia do Norte também condenaram veementemente as ações norte-americanas. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano e pediu a libertação de Maduro e de sua esposa, além de apelar para a contenção de uma escalada no conflito.
Por Sputnik Brasil
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