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UE precisa de unanimidade para condenar ataque dos EUA à Venezuela, diz ex-parlamentar

Harry van Bommel afirma que sanções europeias contra Washington só avançam com consenso total do bloco

14/01/2026
UE precisa de unanimidade para condenar ataque dos EUA à Venezuela, diz ex-parlamentar
Ex-parlamentar holandês defende consenso na UE para condenação do ataque dos EUA à Venezuela. - Foto: © AP Photo / Frank Augstein

A União Europeia ainda não tem condições de impor sanções contra os Estados Unidos pelo ataque à Venezuela, pois não há consenso unânime entre os países do bloco sobre a condenação dessas ações, afirmou à Sputnik o ex-parlamentar holandês Harry van Bommel, do Partido Socialista (SP).

Segundo van Bommel, o primeiro passo para viabilizar qualquer medida punitiva contra Washington é uma condenação unânime da UE ao ataque à Venezuela, sem exceções.

O ex-deputado detalhou que, após a condenação, a Europa deveria levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU e, somente depois, considerar a imposição de sanções específicas contra os Estados Unidos.

"Mas não haverá sanções contra os Estados Unidos, a menos que as ações dos EUA sejam condenadas primeiro e, em segundo lugar, se não houver consenso na UE sobre essa questão", explicou van Bommel.

Ele também criticou a resposta europeia à agressão norte-americana, classificando-a como insuficiente diante dos ataques a navios no Mar do Caribe e do sequestro do presidente venezuelano, que qualificou como violações inaceitáveis do direito internacional.

"As ações dos Estados Unidos no mar e no território da Venezuela são uma violação do direito internacional. É inaceitável atacar navios como fizeram os Estados Unidos, e ainda mais inaceitável sequestrar o presidente em exercício do país", afirmou.

Antes, Christine Teunissen, parlamentar holandesa pelo Partido pelos Animais (Partij voor de Dieren), já havia defendido sanções contra os EUA, considerando o ataque à Venezuela uma violação direta do direito internacional.

Rússia, China e Coreia do Norte também condenaram veementemente as ações norte-americanas. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano e pediu a libertação de Maduro e de sua esposa, além de apelar para a contenção de uma escalada no conflito.

Por Sputnik Brasil