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BCE aponta que incerteza global não se reflete nos preços de mercado, diz Guindos

Vice-presidente do Banco Central Europeu alerta para riscos geopolíticos e destaca necessidade de cooperação na Europa.

14/01/2026
BCE aponta que incerteza global não se reflete nos preços de mercado, diz Guindos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou nesta quarta-feira (14) que a elevada incerteza no ambiente global não parece estar refletida nos preços atuais do mercado.

“Surpresas negativas – como uma nova escalada das tensões comerciais ou geopolíticas, retrocessos nos avanços da inteligência artificial com ajustes nos preços dos ativos ou dúvidas crescentes sobre a credibilidade fiscal dos EUA – podem desencadear mudanças abruptas no sentimento, com repercussões em diversas classes de ativos e regiões geográficas”, destacou Guindos durante discurso no Dia dos Investidores da Espanha.

Segundo o dirigente, o risco geopolítico eleva consideravelmente os efeitos negativos sobre o crescimento econômico, deixando a zona do euro exposta a choques e vulnerabilidades externas.

“Estamos enfrentando uma grande mudança na ordem mundial, com crescentes desafios geopolíticos”, ressaltou. Guindos defendeu que o único caminho viável é a manutenção dos valores europeus, com promoção de uma cooperação mais forte e uma integração mais profunda no continente.

Na visão do vice-presidente do BCE, do ponto de vista da inflação, o impacto do novo cenário global pode ser menor caso o aumento das tarifas americanas reduza a demanda por exportações da zona do euro e se países com excesso de capacidade aumentarem suas exportações para a região.

No entanto, também pode haver impacto maior se cadeias de suprimentos globais mais fragmentadas pressionarem os preços das importações, restringirem o fornecimento de matérias-primas essenciais e agravarem as restrições de capacidade na economia da zona do euro.