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CPMI avança sobre grandes igrejas e pastores em apuração de fraudes no INSS, afirma Damares
Senadora relata pressões e tentativas de interferência após surgirem indícios de envolvimento de lideranças religiosas em esquemas de fraude contra aposentados.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS tem avançado sobre setores considerados sensíveis e influentes, conforme destacou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Em entrevista ao SBT News, ela afirmou que a identificação de lideranças religiosas envolvidas no esquema resultou em tentativas de interferência nos trabalhos da comissão.
Segundo Damares, há pressões de pessoas e instituições interessadas em dificultar o andamento das investigações, especialmente após surgirem indícios do envolvimento de grandes igrejas e pastores de destaque em desvios ilegais contra aposentados.
"Há tentativas de atrapalhar o tempo todo. E vou dizer algo que me dói profundamente: estamos encontrando igrejas dentro desses esquemas de fraude contra aposentados. Quando aparece o nome de um grande pastor, surge uma mobilização dizendo para não investigar, para não expor, porque isso poderia entristecer os fiéis", declarou a senadora ao SBT News.
Damares afirmou ainda que esse movimento tem se refletido em forte atuação de lobistas contrários ao avanço das investigações dentro da CPMI. Apesar disso, ela avalia que os trabalhos vêm superando as expectativas iniciais dos próprios parlamentares.
"Essa CPMI está chegando a lugares que jamais imaginamos. Grandes igrejas do Brasil estão sendo mencionadas, e isso é algo que me machuca muito", reforçou.
Durante a entrevista, a senadora ressaltou que a atuação da comissão representa um novo momento para as CPIs no país, ao investigar irregularidades que atravessam diferentes campos políticos. Segundo ela, a CPMI do INSS deve apresentar resultados concretos e atingir agentes ligados a distintos governos e correntes partidárias.
A partir de fevereiro, a CPMI fará o primeiro balanço do relatório preliminar sobre as atividades realizadas no ano anterior. O prazo formal de encerramento está previsto para março, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defende a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias, alegando a necessidade de tempo adicional para analisar documentos, aprofundar investigações, ouvir novos depoentes e rastrear patrimônio oculto.
Paralelamente, o relatório final deve consolidar a análise de milhares de documentos e a identificação de empresas suspeitas. A comissão também pretende solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata de cerca de 2 milhões de contratos de empréstimo consignado considerados irregulares.
Por Sputinik Brasil
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