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Dólar fecha estável após oscilar com pressão externa e alta do petróleo

Moeda americana teve leve alta frente ao real, influenciada por críticas de Trump ao Fed e avanço do petróleo.

13/01/2026
Dólar fecha estável após oscilar com pressão externa e alta do petróleo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Após oscilar entre altas e baixas durante a manhã, o dólar firmou trajetória positiva frente ao real e renovou máximas intradia na segunda metade do pregão desta terça-feira (13). A moeda encerrou próxima da estabilidade, refletindo o fortalecimento global do dólar diante das críticas do ex-presidente Donald Trump ao chair do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, divulgado hoje, não alterou de forma significativa as expectativas sobre os juros americanos em 2026. Já a alta do petróleo, que atingiu o maior patamar desde o fim de 2025, trouxe algum suporte ao real, já que o Brasil é exportador da commodity.

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, oscilando entre R$ 5,3649 na mínima pela manhã e R$ 5,394 na máxima, por volta das 13h20. Com isso, a queda acumulada em 2026 foi reduzida para -2,06%. No mercado futuro para fevereiro, a moeda recuou 0,08%, a R$ 5,397, em um dia de liquidez ainda reduzida.

A valorização do dólar foi observada tanto frente a moedas fortes — com o índice DXY subindo 0,29% por volta das 18h — quanto frente à maioria dos emergentes e exportadores de commodities, com exceção do peso mexicano e do peso colombiano. Segundo Rafael Passos, sócio e analista da Ajax Asset, o principal fator para o desempenho do dólar é o embate entre Trump e Powell. “Nosso câmbio também acaba sendo contaminado por esse dólar mais forte lá fora”, destacou o especialista.

O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) abriu investigação contra Powell, e Trump voltou a criticar o presidente do Fed, afirmando que os Estados Unidos têm “um péssimo presidente do Fed”. O ex-presidente também questionou se haverá corte de juros no país, ressaltando que “as taxas dele estão muito altas”.

Pela manhã, o mercado repercutiu o CPI em linha com a mediana das projeções. O indicador subiu 0,3% em dezembro ante novembro, em base ajustada sazonalmente, enquanto a taxa anual avançou para 2,7%, conforme dados do Departamento do Trabalho dos EUA.

A alta superior a 2,5% nos contratos futuros de petróleo — com o WTI no maior nível desde outubro e o Brent desde setembro de 2025 — ajudou a limitar as perdas do real no fim do pregão. O avanço da commodity reflete preocupações com tensões internas no Irã, novas tarifas impostas por Trump ao país persa, além de desdobramentos geopolíticos na Venezuela e conflitos entre Rússia e Ucrânia.