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Petróleo fecha em alta e atinge maior nível desde 2025 com tensões e tarifas ao Irã
Cotações sobem pelo quarto dia seguido diante de instabilidade no Irã, novas sanções dos EUA e conflitos globais
Os contratos futuros do petróleo encerraram o pregão desta terça-feira, 13, em alta pela quarta sessão consecutiva. O WTI atingiu o maior patamar desde outubro e o Brent, desde setembro de 2025. O movimento reflete as crescentes preocupações com as tensões internas no Irã e as novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país persa. Investidores também monitoram atentamente os desdobramentos geopolíticos na Venezuela e os conflitos entre Rússia e Ucrânia.
O petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 2,77% (US$ 1,65), fechando a US$ 61,15 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,51% (US$ 1,60), encerrando a US$ 65,47 o barril.
Mais cedo, a commodity chegou a registrar alta superior a 3%, após Trump anunciar o cancelamento de reuniões com autoridades iranianas. Na noite anterior, o presidente americano comunicou a imposição de tarifas de 25% a países que mantiverem transações comerciais com Teerã e, segundo a imprensa dos EUA, avalia outras medidas de retaliação, inclusive uma possível ação militar.
De acordo com análise da Capital Economics, a possibilidade de interrupção na produção de energia iraniana representa um risco maior ao fornecimento global do que a situação na Venezuela, principalmente pelo potencial de instabilidade que pode afetar as exportações além das fronteiras iranianas.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) revisou para cima sua projeção para o preço médio do Brent em 2026, de US$ 55 para US$ 56 o barril, e agora estima média de US$ 54 em 2027, conforme relatório divulgado nesta terça-feira.
Além das tensões no Oriente Médio, Rússia e Ucrânia trocaram novos ataques, enquanto negociações por um cessar-fogo persistem. Também há expectativa de uma possível ação significativa dos EUA para anexar a Groenlândia, que pode ocorrer em "semanas ou meses", segundo o comissário para o Ártico do governo americano, Thomas Dans.
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