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'Podemos estar diante da maior fraude bancária do país', diz Haddad sobre caso do Banco Master
Ministro da Fazenda pede cautela e firmeza na apuração de suposto esquema bilionário envolvendo o Banco Master e o BRB.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master pode configurar "a maior fraude bancária do país". O ministro ressaltou a necessidade de cautela e rigor na investigação do suposto esquema.
Em conversa com jornalistas, Haddad destacou que é fundamental garantir o direito de defesa dos acusados diante dos fatos apurados pela Polícia Federal, sem abrir mão da firmeza na condução do processo.
"O caso inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária do país. Temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem de ser defendido pelo interesse público."
Haddad informou que tem mantido diálogo diário com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, responsável por determinar a liquidação do Banco Master. A decisão foi tomada após investigações revelarem fraudes na venda de carteiras de crédito da instituição para o Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12,2 bilhões.
O ministro também mencionou que as apurações sobre o Banco Master podem ter ligação com a operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, utilizando fintechs.
"Tenho falado com o presidente do BC quase que diariamente, dando todo respaldo institucional da Fazenda. Penso que temos feito um trabalho conjunto muito importante, porque envolve a Fazenda também, o caso Reag [fundos envolvidos com a operação Carbono Oculto]. Tem uma conexão que está sendo apurada entre os dois casos."
Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal durante a operação Compliance Zero, acusado de emitir títulos de crédito falsos.
As investigações da PF tiveram início em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito sem lastro por parte de uma instituição financeira.
Segundo a Polícia Federal, esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada.
A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do BRB, do Banco Master e de diversos executivos investigados na operação Compliance Zero.
Por Sputnik Brasil
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