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Banco Mundial prevê economia dos EUA mais forte em 2025, com crescimento sólido em 2026 e desaceleração em 2027
Relatório aponta avanço do PIB americano acima do esperado em 2025 e 2026, mas sinaliza perda de fôlego em 2027 diante de incertezas e barreiras comerciais.
A economia dos Estados Unidos deve perder ritmo em 2025, mas manterá um crescimento relativamente sólido em 2026 antes de registrar nova desaceleração em 2027, conforme aponta o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais do Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira, 13.
De acordo com a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano deve crescer 2,1% em 2025, superando a estimativa anterior de 1,4%, embora fique abaixo do avanço de 2,8% registrado em 2024. O resultado reflete uma desaceleração do consumo das famílias, enfraquecimento do mercado de trabalho e os efeitos de tarifas elevadas, além de maior incerteza em relação à política econômica.
O Banco Mundial ressalta que a atividade econômica foi impactada pelo shutdown do governo federal no final do ano passado e por uma "estagnação súbita das contratações líquidas" nos segundo e terceiro trimestres de 2025, em meio a uma oferta de mão de obra mais restrita, inclusive devido à redução da imigração. Em contrapartida, o investimento empresarial avançou de forma robusta, impulsionado pela adoção de novas tecnologias e por gastos elevados em equipamentos e propriedade intelectual ligados à inteligência artificial (IA).
Para 2026, a projeção é de que o crescimento dos EUA alcance 2,2%, acima da estimativa anterior de 1,6% e levemente superior ao previsto para 2025. Segundo o relatório, a expansão será sustentada pela reabertura do governo federal e pela extensão de incentivos tributários e outras medidas fiscais aprovadas em meados de 2025, que devem compensar parcialmente o impacto negativo das tarifas mais altas sobre consumo e investimento.
Já em 2027, o crescimento da maior economia do mundo tende a perder força, com o PIB avançando 1,9% — projeção mantida pelo Banco Mundial —, resultado inferior ao potencial estimado. O relatório atribui a desaceleração à persistência das incertezas em relação às políticas econômicas, ao impacto prolongado das barreiras comerciais e à dissipação dos estímulos fiscais e monetários anteriores.
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