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Petrobras retoma produção de ureia em fábricas de Sergipe e Bahia

Unidades reativadas devem suprir até 35% da demanda nacional e reduzir dependência de importações

13/01/2026
Petrobras retoma produção de ureia em fábricas de Sergipe e Bahia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As fábricas de fertilizantes (Fafens) da Petrobras em Sergipe e na Bahia retomam neste mês a produção de ureia, após investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada unidade para reativação. Atualmente, o Brasil importa todo o volume de ureia utilizado, e a expectativa da estatal é suprir até 35% da demanda nacional nos próximos anos.

Em Sergipe, a unidade já produzia amônia desde 31 de dezembro e iniciou a fabricação de ureia em 3 de janeiro. Na Bahia, a planta teve a manutenção concluída no mês passado e encontra-se em fase de comissionamento, com previsão de início da produção de ureia até o final de janeiro.

Juntas, as duas fábricas vão produzir amônia, ureia e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com geração de 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos. O investimento inicial em cada unidade foi de R$ 38 milhões.

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe, situada em Laranjeiras, tem capacidade para 1.800 toneladas diárias de ureia, o que representa 7% do mercado brasileiro. Em Camaçari, na Bahia, a planta pode produzir 1.300 toneladas por dia, equivalente a 5% do mercado nacional. A operação da Fafen-BA inclui ainda os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia, localizados no Porto de Aratu, em Candeias.

"As duas Fafens, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), outra fábrica da Petrobras no Paraná, responderão por 20% da demanda de ureia do Brasil. Nossa meta é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com uma nova planta em construção no Mato Grosso do Sul", afirmou o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

A produção de nitrogenados das Fafens é estratégica para recuperar a capacidade nacional de insumos essenciais ao agronegócio, como ureia fertilizante e ureia para alimentação de ruminantes, além de atender setores como têxtil, tintas e papel e celulose. Com a fabricação de ARLA 32, a Petrobras também contribui para a redução de emissões veiculares e preservação ambiental.

"Atualmente, toda a ureia consumida no Brasil é importada. Com a retomada da produção nacional, a Petrobras amplia a oferta do insumo no mercado interno, reduz a dependência externa e fortalece a cadeia produtiva do agronegócio", destacou França.

Segundo o executivo, trata-se de uma ação estratégica, pois o processo utiliza gás natural como principal matéria-prima, ampliando as alternativas de uso do gás produzido pela companhia e gerando valor para a indústria, o setor agrícola e o país.