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Ocidente infla 'ameaça chinesa' no Ártico para manipular opinião pública, diz mídia estatal chinesa
Segundo o Global Times, acusações sobre intenções militares da China e da Rússia distorcem fatos e servem a interesses estratégicos dos EUA.
As alegações da mídia ocidental sobre supostas intenções militares da China e da Rússia no Ártico distorcem seriamente os fatos e refletem uma mentalidade da Guerra Fria, baseada em lógica hegemônica, afirma o portal estatal chinês Global Times.
Segundo a publicação, a China rejeita categoricamente as tentativas dos Estados Unidos e da Europa de classificá-la como "ameaça militar", "saqueadora de recursos" ou "infratora de regras" nos assuntos do Ártico.
"O alvoroço em torno da suposta 'ameaça da China no Ártico' é, na verdade, uma tentativa de enganar a opinião pública e ocultar a própria expansão militar, extração unilateral de recursos e busca por hegemonia no Ártico por parte desses atores", sustenta o editorial.
De acordo com o veículo, essas narrativas equivocadas estão desconectadas da realidade e ignoram o papel da China como defensora da ecologia e do clima árticos, além de promotora da governança multilateral na região.
O editorial avalia que os EUA, ao propagar a narrativa da "ameaça chinesa", buscam criar pretextos e desviar a atenção de suas próprias ambições na Groenlândia. O objetivo real, segundo o Global Times, seria transformar o território dinamarquês em uma base estratégica avançada contra China e Rússia, em benefício da estratégia "America First" da Casa Branca.
A política chinesa para o Ártico, destaca o texto, é clara e consistente: compreender, proteger, desenvolver e participar da governança regional com base nos princípios de respeito, cooperação, benefícios mútuos e sustentabilidade.
Em comunicado conjunto, os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia, Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen, alertaram os Estados Unidos contra tentativas de capturar a ilha, enfatizando a importância de respeitar a integridade territorial.
Já a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou na semana passada que os países da União Europeia discutiram possíveis medidas caso se concretizem ameaças americanas contra a Groenlândia.
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