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Brasil cria programa para reverter falta de professores e fortalecer licenciaturas
Nova política nacional busca atrair jovens para a docência, ampliar bolsas e garantir professores qualificados na educação básica.
O governo federal lançou a Política Nacional de Indução à Docência – Mais Professores para o Brasil, iniciativa que visa fortalecer a carreira docente na educação básica e combater a escassez de professores qualificados. O programa, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve a participação dos ministros Camilo Santana (Educação) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania).
A medida surge como resposta ao alerta de um possível "apagão docente" apontado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), especialmente nas áreas de matemática, ciências e biologia. Segundo dados do Censo da Educação Básica e do Censo da Educação Superior, o Brasil precisaria ampliar em mais de 50% o número de professores nessas disciplinas para atender à demanda existente.
O desinteresse dos jovens pela carreira docente agrava o quadro. Apenas 2,4% dos estudantes brasileiros de 15 anos manifestam interesse em ser professores, conforme o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Projeções do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) sugerem que o país pode enfrentar um déficit de 235 mil docentes até 2040, caso não haja mudanças estruturais.
A política se apoia em cinco eixos: valorização docente, estímulo à escolha da carreira, melhoria da qualidade do ensino, redução das desigualdades educacionais e garantia de equidade na formação de professores. O objetivo central é tornar a profissão mais atrativa e assegurar educadores qualificados em regiões com maior carência.
Entre as principais medidas está a concessão anual de bolsas para estudantes de alto desempenho que ingressarem em cursos presenciais de licenciatura, possibilitando dedicação integral à formação. As bolsas terão prioridade para áreas e regiões com comprovada falta de professores. Haverá também apoio financeiro para licenciados e bacharéis com formação pedagógica que optarem por atuar em áreas críticas.
Os beneficiários deverão ingressar na rede pública em até cinco anos após a conclusão do curso e permanecer no magistério por pelo menos dois anos. A política prevê ainda a criação da Prova Nacional Docente, que servirá como instrumento de apoio aos processos de seleção de professores em todo o país.
Além disso, a iniciativa contempla campanhas de valorização da carreira, incentivo à participação de universitários em projetos de pesquisa e extensão em escolas públicas, e ações voltadas à saúde mental dos estudantes de licenciatura. Integrada a um conjunto mais amplo de políticas previstas para 2025, a iniciativa já alcançou 2,7 milhões de professores e impactou mais de 57 milhões de estudantes, consolidando-se como uma das principais ações federais para o fortalecimento do magistério.
Por Sputinik Brasil
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