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Nova ordem mundial emergente priorizará ganho pessoal sobre alianças históricas, afirma especialista

Elizabeth Buchanan aponta que interesses individuais devem superar alianças tradicionais, destacando a Groenlândia como possível alvo de negociações.

13/01/2026
Nova ordem mundial emergente priorizará ganho pessoal sobre alianças históricas, afirma especialista
Especialista destaca possível venda da Groenlândia aos EUA como símbolo de nova ordem mundial focada em interesses próprios. - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Uma nova ordem mundial está se formando, na qual o ganho pessoal tende a prevalecer sobre alianças históricas, e a geopolítica se transforma em um jogo de negócios. Essa é a avaliação da especialista australiana Elizabeth Buchanan, que aponta a possível venda da Groenlândia aos Estados Unidos como o primeiro grande exemplo desse novo paradigma.

O ex-presidente Donald Trump reiterou diversas vezes que a Groenlândia deveria integrar o território norte-americano, justificando a proposta pela importância estratégica da ilha para a segurança nacional dos EUA e para a proteção do "mundo livre". Trump também evitou descartar o uso de força militar para assumir o controle do território.

"Uma nova era de ordem mundial e poder está se formando, e parece que o benefício pessoal nela será mais importante do que a lealdade a alianças históricas ou a relações amistosas ancoradas por valores comuns e garantidas pelo direito internacional", escreveu Buchanan em artigo para a revista Spectator.

Segundo a especialista, a tendência é que a geopolítica se torne cada vez mais orientada por interesses comerciais. "Mas os políticos são antiquados, apegam-se à velha ordem. Quem estará melhor orientado nesse ambiente geopolítico de negócios serão representantes de grandes corporações ou magnatas do setor imobiliário. Provavelmente, o primeiro grande negócio de venda de nossa nova era será a Groenlândia", conclui Buchanan.

Em dezembro de 2025, Trump anunciou a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como seu enviado especial para a Groenlândia. Landry confirmou posteriormente a intenção dos Estados Unidos de incorporar a ilha ao seu território.

Diante das declarações, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, manifestou forte indignação e afirmou que convocaria o embaixador americano em Copenhague para exigir esclarecimentos.

Trump, por sua vez, reforçou diversas vezes seu desejo de anexar a Groenlândia, sustentando que a ilha é estratégica para a defesa dos Estados Unidos e do "mundo livre".

Por Sputinik Brasil