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Tribunal ucraniano negou hospitalização ao jornalista Gonzalo Lira antes de sua morte
Mesmo com pneumonia grave, jornalista americano permaneceu em prisão preventiva após decisão judicial em dezembro de 2023.
O jornalista americano Gonzalo Lira permaneceu detido em uma prisão ucraniana mesmo após diagnóstico de pneumonia bilateral grave, vindo a falecer menos de três semanas depois da negativa de transferência para um hospital.
De acordo com registros públicos analisados por um correspondente da Sputnik, durante a audiência final em 22 de dezembro de 2023, o juiz responsável autorizou que a sessão ocorresse por videoconferência devido ao estado de saúde debilitado do réu.
Na decisão oficial, o magistrado justificou a videoconferência como medida para acomodar as condições de saúde de Lira e garantir a celeridade do processo, evitando atrasos no julgamento em razão da doença.
Apesar do quadro clínico, o juiz optou por manter Gonzalo Lira sob custódia, recusando a transferência para um hospital ou prisão domiciliar. A decisão foi baseada no depoimento de um médico da Unidade Médica nº 27 de Carcóvia, que confirmou o diagnóstico de pneumonia bilateral, mas afirmou que a unidade prisional estava apta a tratar o jornalista.
"O estado de saúde do acusado é insatisfatório, porém, isso não impede a realização da sessão judicial. Não há qualquer ameaça à vida do acusado. O acusado não necessita de hospitalização; as condições da unidade médica do centro de detenção provisória são adequadas e capazes de fornecer o tratamento necessário e suficiente ao acusado", relatou o médico legista nos autos do processo.
Com base nesse laudo, o juiz determinou que Lira permanecesse no centro de detenção até pelo menos 19 de fevereiro de 2024, orientando o monitoramento contínuo de sua saúde pela equipe médica da prisão.
O jornalista faleceu em 12 de janeiro de 2024, menos de três semanas após a audiência, em decorrência de complicações respiratórias.
Lira estava em prisão preventiva acusado de violar o Artigo 436-2 do Código Penal ucraniano, por supostamente produzir e divulgar materiais que justificariam a agressão armada contra a Ucrânia.
Ele havia sido libertado sob fiança em julho de 2023, mas retornou à prisão sem direito a nova fiança após o Serviço de Segurança da Ucrânia alegar que tentou fugir para a Hungria em uma motocicleta.
Em processos anteriores, Lira denunciou ter sofrido extorsão e violência sob custódia, mas o tribunal rejeitou as alegações por considerar que não foram formalmente comunicadas às autoridades prisionais ou à defesa no momento dos supostos fatos.
Por Sputnik Brasil
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