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Em dois anos, 17,4 milhões de brasileiros deixam a pobreza e sobem para classes A, B e C
Estudo da FGV aponta crescimento das classes médias e redução histórica das classes D e E entre 2022 e 2024.
O governo federal divulgou nesta segunda-feira (12) um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicando que 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2022 e 2024, passando a integrar as classes A, B e C.
Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), o grupo formado pelas classes A, B e C cresceu 8,44% no período. Segundo o Planalto, até 14% dessas classes são compostas por beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada.
Em 2024, a classe C representou 60,97% da população brasileira, enquanto as classes A e B somaram 17,21%. Juntas, essas três categorias reúnem famílias que conseguem suprir as necessidades básicas e ainda possuem algum poder de consumo.
Para Marcelo Neri, diretor da FGV e autor do estudo, o aumento da renda proveniente do trabalho foi determinante para a mobilidade social das famílias.
"O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda."
Além do avanço das classes A, B e C, as classes D e E atingiram os menores níveis já registrados, com 15,05% e 6,77% da população, respectivamente.
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